IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2020
Menina, 1 ano e 2 meses de idade, está em acompanhamento ambulatorial, em tratamento de anemia diagnosticada há 2 meses. No início do tratamento a hemoglobina era 9,7 g/dL. A mãe refere que está oferecendo sulfato ferroso na dose diária de 5 mg de ferro elementar/kg, longe das refeições lácteas, e que está seguindo todas as recomendações dietéticas. Na consulta de hoje foram colhidos novos exames, com os seguintes achados: A criança encontra-se com o exame clínico sem alterações e nega intercorrências desde a última consulta. O exame que provavelmente revelará a causa da persistência da anemia é:
Anemia persistente em criança, apesar de tratamento adequado para ferropriva → Investigar hemoglobinopatias (Eletroforese de hemoglobina).
Em uma criança com anemia que não responde ao tratamento adequado para deficiência de ferro, mesmo com boa adesão e dieta, deve-se considerar outras causas, como as hemoglobinopatias, sendo a eletroforese de hemoglobina o exame chave para esse diagnóstico diferencial.
A anemia é uma condição comum na infância, sendo a anemia ferropriva a etiologia mais prevalente, especialmente em lactentes e pré-escolares. O tratamento padrão para anemia ferropriva é a suplementação com sulfato ferroso e orientações dietéticas. No entanto, quando a anemia persiste ou não responde adequadamente ao tratamento, mesmo com boa adesão e dose correta, é fundamental investigar outras causas. A persistência da anemia, apesar do tratamento adequado com ferro, sugere que a causa subjacente não é apenas a deficiência de ferro ou que existe uma condição concomitante. Nesse cenário, as hemoglobinopatias, como as talassemias (alfa e beta) e a doença falciforme, tornam-se diagnósticos diferenciais importantes, especialmente em populações de risco ou com história familiar. Essas condições genéticas afetam a produção ou estrutura da hemoglobina, resultando em anemias de características microcíticas ou normocíticas. A eletroforese de hemoglobina é o exame padrão-ouro para o diagnóstico de hemoglobinopatias, permitindo identificar e quantificar as diferentes frações de hemoglobina (HbA, HbA2, HbF, HbS, etc.). Outros exames como perfil de ferro, dosagem de vitamina B12 e hormônios tireoidianos podem ser úteis em outros contextos, mas para uma anemia microcítica refratária ao ferro, a eletroforese é o próximo passo lógico e mais provável de revelar a causa.
Além da má adesão ou absorção inadequada de ferro, outras causas importantes incluem hemoglobinopatias (como talassemias e anemia falciforme), doenças crônicas, parasitoses e perdas sanguíneas ocultas.
A eletroforese de hemoglobina é indicada quando há suspeita de hemoglobinopatias, como em casos de anemia microcítica hipocrômica refratária ao tratamento com ferro, história familiar de hemoglobinopatias ou etnia de risco.
Ambas podem causar anemia microcítica. Na anemia ferropriva, o perfil de ferro (ferritina, saturação de transferrina) estará alterado. Na talassemia trait, o perfil de ferro é normal, e a eletroforese de hemoglobina pode mostrar elevação de HbA2 ou HbF.
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