Anemia Perniciosa: Diagnóstico e Manifestações Clínicas
UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2024
Enunciado
Mulher de 58 anos com pancitopenia. AP: febre reumática na infância; hipotireoidismo e vitiligo em tratamento. Ao exame físico: sinais vitais estáveis; glossite; sopro pansistólico; sem linfonodomegalias ou visceromegalias. Exames laboratoriais: GV 1,9 milhões/mm³; Hb 6,0 g/dL; Ht 18%; VCM 107 fL; HCM 35 pg; RDW 22%; plaquetas 56000/mm³; GB 3200/mm³ (neutrófilos 1100/mm³; linfócitos 1900/mm³; monócitos 200/mm³); reticulócitos 0,4%; DHL 5300 UI/L; BT 3,0 mg/dL (BI 2,0 mg/dL; BD 1,0 mg/dL); teste de Coombs direto negativo. Trata-se de uma anemia
Alternativas
A) hemolítica; evidenciada pelas provas de hemólise positivas, sendo que o teste de Coombs negativo não descarta nem hemólise intravascular, nem extravascular.
B) hemolítica autoimune; a reticulopenia é consequência da resposta medular à destruição periférica das hemácias mediada por anticorpos.
C) perniciosa; sendo necessária presença de anticorpo antifator intrínseco e gastrite atrófica na endoscopia digestiva alta para confirmação diagnóstica.
D) hemolítica autoimune; sendo que o lúpus eritematoso sistêmico deve ser considerado como principal hipótese diagnóstica a ser investigada.
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