Anemia Normocítica: Diagnóstico de Anemia Hemolítica

UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2022

Enunciado

Homem de 22 anos apresenta quadro de fadiga e baixo rendimento físico há cerca de 6 meses. Nega outras doenças no período. Ao exame físico encontrava-se hipocorado, sem outras alterações relevantes. O hemograma evidenciou eritrócitos=2.210.000/ml; hemoglobina=8,1 g/dL; hematócrito=24,1%; VCM=82,5 fL; HCM=31pg; CHCM=38,2%; RDW=24,2%. O diagnóstico etiológico do caso pode ser confirmado por:

Alternativas

  1. A) Eletroforese de hemoglobina.
  2. B) Dosagem de vitamina B12 e ácido fólico.
  3. C) Testes de Coombs e de fragilidade eritrocitária.
  4. D) Dosagem de ferritina e índice de saturação da transferrina.

Pérola Clínica

Anemia normocítica normocrômica com RDW elevado e sinais de hemólise → Teste de Coombs e fragilidade eritrocitária.

Resumo-Chave

O hemograma apresenta anemia normocítica normocrômica (VCM, HCM, CHCM normais) com RDW elevado, sugerindo uma população heterogênea de eritrócitos. Este perfil, associado à hipocromia e fadiga, é altamente sugestivo de anemia hemolítica, onde o RDW elevado indica anisocitose, comum em anemias hemolíticas.

Contexto Educacional

A anemia é uma condição comum na prática clínica, caracterizada pela redução da concentração de hemoglobina no sangue, resultando em fadiga, palidez e baixo rendimento físico. A classificação morfológica da anemia, baseada no VCM (volume corpuscular médio), HCM (hemoglobina corpuscular média) e CHCM (concentração de hemoglobina corpuscular média), é o primeiro passo para o diagnóstico etiológico. Anemias normocíticas normocrômicas, como a apresentada no caso, têm VCM, HCM e CHCM dentro dos limites da normalidade, mas requerem investigação adicional. Neste cenário, o RDW (Red Cell Distribution Width) elevado é um dado crucial, indicando anisocitose, ou seja, uma grande variação no tamanho dos eritrócitos. Este achado, em conjunto com a anemia normocítica, é altamente sugestivo de um processo hemolítico, onde há destruição acelerada de glóbulos vermelhos. Outras causas de anemia normocítica incluem doenças crônicas, insuficiência renal e perdas sanguíneas agudas. Para confirmar o diagnóstico de anemia hemolítica, testes específicos são necessários. O Teste de Coombs (direto) é fundamental para identificar anemias hemolíticas autoimunes, enquanto testes de fragilidade eritrocitária, como a fragilidade osmótica, auxiliam no diagnóstico de hemoglobinopatias ou defeitos de membrana, como a esferocitose hereditária. A eletroforese de hemoglobina seria para hemoglobinopatias, e a dosagem de ferritina para anemia ferropriva, que tipicamente é microcítica.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais marcadores laboratoriais de hemólise?

Os principais marcadores de hemólise incluem reticulocitose, aumento de bilirrubina indireta, aumento de LDH, diminuição de haptoglobina e presença de esferócitos ou outros fragmentos no esfregaço de sangue periférico.

Quando o Teste de Coombs é indicado e o que ele detecta?

O Teste de Coombs (direto) é indicado para investigar anemias hemolíticas autoimunes, detectando anticorpos ou complemento ligados à superfície dos eritrócitos do paciente. O Coombs indireto detecta anticorpos livres no soro.

Qual a importância do RDW elevado em anemias normocíticas?

O RDW (Red Cell Distribution Width) elevado em anemias normocíticas sugere anisocitose, ou seja, uma grande variação no tamanho dos eritrócitos. Isso é comum em anemias hemolíticas, onde há destruição de células antigas e produção de novas células de tamanhos variados.

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