Anemia Microcítica em Idosos: Rastreamento de CCR

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2021

Enunciado

Homem de 67 anos vai ao clínico para a avaliação periódica de saúde. Está assintomático. Diz que apresentou anemia nos exames ocupacionais solicitados pelo médico do trabalho (disponíveis a seguir). Fumou 1 maço de cigarro por dia dos 20 aos 55 anos; nega etilismo e uso contínuo de medicamentos. O pai teve câncer de cólon aos 56 anos e a mãe tem hipertensão arterial sistêmica. Ao exame, PA 146x92mmHg, FC 76bpm, FR15ipm, IMC 32kg/m² • O abdome é globoso e normotenso. Sem outras anormalidades ao exame. Os exames laboratoriais mostram: Hb 11,2g/dl; Hct 30,2%; VCM 76fl; HCM 24,2pg; VHCM 30, 1 g/dl; leucócitos totais 4.500/mm³ ; plaquetas 340.890/mm³ • Dentre as condutas seguintes adotadas pelo médico, assinale a que está INADEQUADA.

Alternativas

  1. A) Dosagem da hemoglobina glicada para rastreio de diabetes mellitus
  2. B) Mapeamento ambulatorial da PA para confirmar hipertensão arterial sistêmica
  3. C) Pesquisa de sangue oculto nas fezes para rastreio do câncer colorretal
  4. D) Ultrassonografia de abdome para rastreio de aneurisma da aorta abdominal

Pérola Clínica

Anemia microcítica em idoso + história familiar CCR → Investigar com colonoscopia, PSOF é inadequado.

Resumo-Chave

Anemia microcítica em idosos, especialmente com fatores de risco como história familiar de câncer colorretal, exige investigação com colonoscopia para excluir neoplasias gastrointestinais. A pesquisa de sangue oculto nas fezes não é suficiente para rastreamento ou investigação nesses casos.

Contexto Educacional

A anemia microcítica em pacientes idosos, especialmente quando assintomáticos, é um sinal de alerta importante que exige investigação aprofundada. A deficiência de ferro, frequentemente associada a sangramento gastrointestinal crônico, é a causa mais comum e pode ser um indicativo de neoplasias colorretais. A história familiar de câncer colorretal em idade jovem (<60 anos) eleva o risco individual e justifica uma abordagem mais agressiva no rastreamento. O rastreamento do câncer colorretal deve ser individualizado. Enquanto a pesquisa de sangue oculto nas fezes pode ser utilizada em pacientes de risco médio, a presença de anemia microcítica ou história familiar de alto risco demanda uma colonoscopia. Este exame permite a visualização direta da mucosa, a biópsia de lesões suspeitas e a remoção de pólipos pré-malignos, sendo o padrão-ouro para diagnóstico e prevenção. Além da investigação da anemia, outras condutas como a dosagem de hemoglobina glicada para rastreio de diabetes e o mapeamento ambulatorial da pressão arterial (MAPA) para confirmação de hipertensão são apropriadas para a avaliação periódica de saúde em idosos. O rastreamento de aneurisma da aorta abdominal em homens tabagistas entre 65-75 anos também é uma recomendação importante.

Perguntas Frequentes

Quais são as causas mais comuns de anemia microcítica em idosos?

As causas mais comuns incluem deficiência de ferro (muitas vezes por sangramento gastrointestinal crônico), doenças crônicas e talassemias. Em idosos, a investigação de sangramento gastrointestinal oculto é crucial.

Quando a colonoscopia é indicada para rastreamento de câncer colorretal?

A colonoscopia é indicada para rastreamento em indivíduos com risco aumentado, como história familiar de câncer colorretal em parente de primeiro grau com idade <60 anos, ou para investigação de sintomas como anemia ferropriva.

Qual a limitação da pesquisa de sangue oculto nas fezes para rastreamento de CCR?

A pesquisa de sangue oculto nas fezes (PSOF) é um método de rastreamento para indivíduos de risco médio e assintomáticos. Não é adequada para investigação de anemia ou em pacientes com alto risco familiar, pois pode ter falsos negativos e não visualiza lesões pré-malignas.

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