SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2020
Alice, 9 meses de idade, é atendida no ambulatório de puericultura com história de palidez cutâneo-mucosa progressiva e irritabilidade há 3 meses. Refere aleitamento materno exclusivo até os 2 meses de idade e depois iniciado leite de cabra. Apresenta dieta pobre em carnes e verduras. O pediatra diagnosticou anemia por deficiência de folatos. Quais alterações descritas abaixo no hemograma são mais compatíveis com essa anemia?
Anemia por deficiência de folato = anemia megaloblástica: macrocitose, anisocitose, citopenias (leucopenia, trombocitopenia).
A deficiência de folato causa anemia megaloblástica, caracterizada por macrocitose (VCM elevado), anisocitose e poiquilocitose. Devido à disfunção medular, pode haver citopenias, como leucopenia e trombocitopenia, além de neutrófilos hipersegmentados.
A anemia por deficiência de folato é um tipo de anemia megaloblástica, caracterizada pela produção de eritrócitos grandes e imaturos devido à síntese de DNA prejudicada. O folato é uma vitamina essencial para a eritropoiese e para o desenvolvimento neurológico, especialmente em crianças. A deficiência pode ser causada por ingestão inadequada, má absorção, aumento das necessidades (gravidez, crescimento rápido) ou uso de certos medicamentos. Em lactentes, dietas restritivas ou o uso de leites não fortificados, como o leite de cabra, são fatores de risco importantes. No hemograma, a anemia por deficiência de folato se manifesta com macrocitose (aumento do VCM), anisocitose (variação no tamanho das hemácias) e poiquilocitose (variação na forma). Um achado clássico e patognomônico são os neutrófilos hipersegmentados. Em casos mais avançados, a disfunção da medula óssea pode levar a outras citopenias, como leucopenia (diminuição dos leucócitos) e trombocitopenia (diminuição das plaquetas), caracterizando uma pancitopenia. A palidez e irritabilidade são sintomas comuns da anemia em lactentes. Para residentes, é crucial reconhecer o padrão do hemograma da anemia megaloblástica e correlacioná-lo com a história alimentar e clínica do paciente. O tratamento consiste na suplementação de folato, com rápida resposta hematológica. A educação alimentar e a prevenção são fundamentais, especialmente em pediatria, para evitar as consequências a longo prazo da deficiência de folato no crescimento e desenvolvimento infantil.
As principais alterações no hemograma de uma anemia por deficiência de folato, que é uma anemia megaloblástica, incluem macrocitose (VCM elevado), anisocitose (variação no tamanho dos eritrócitos) e poiquilocitose (variação na forma). É comum encontrar também neutrófilos hipersegmentados e, em casos mais graves, leucopenia e trombocitopenia (pancitopenia).
A dieta da criança contribui para a deficiência de folato devido ao aleitamento materno exclusivo prolongado (após 6 meses, o leite materno pode não suprir todas as necessidades), uso de leite de cabra (pobre em folato) e dieta pobre em carnes e verduras, que são fontes importantes de folato. Essa combinação leva a uma ingestão insuficiente do nutriente.
Ambas as deficiências causam anemia megaloblástica com achados semelhantes no hemograma (macrocitose, neutrófilos hipersegmentados). A diferenciação é feita pela dosagem sérica de folato e vitamina B12. Além disso, a deficiência de B12 pode cursar com sintomas neurológicos que geralmente não estão presentes na deficiência isolada de folato.
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