UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2022
Menino, 7 meses, chega a enfermaria no pós operatório imediato de cirurgia para correção de intussuscepção intestinal, com resseção de 30 cm de intestino delgado e da válvula ileocecal. EM DECORRÊNCIA DESTA RESSECÇÃO O PACIENTE PODERÁ DESENVOLVER:
Ressecção de íleo terminal/válvula ileocecal → ↓ absorção B12 → Anemia Megaloblástica.
A ressecção do íleo terminal e da válvula ileocecal compromete a absorção da vitamina B12 (cobalamina), que ocorre predominantemente nessa região, levando ao desenvolvimento de anemia megaloblástica.
A intussuscepção intestinal é uma emergência cirúrgica pediátrica comum, onde uma porção do intestino se invagina em outra. Em alguns casos, a correção requer ressecção cirúrgica de um segmento intestinal, especialmente se houver necrose ou falha na redução não cirúrgica. A extensão e a localização da ressecção são críticas para as consequências nutricionais a longo prazo. A ressecção do íleo terminal, juntamente com a válvula ileocecal, tem implicações nutricionais significativas. O íleo terminal é o principal local de absorção da vitamina B12 (cobalamina), que forma um complexo com o fator intrínseco produzido no estômago. Sem essa porção do intestino, a absorção de B12 é severamente comprometida. A vitamina B12 é essencial para a síntese de DNA e para a função neurológica. A deficiência de vitamina B12 leva à anemia megaloblástica, caracterizada por eritrócitos grandes e imaturos (macrocitose), e pode causar manifestações neurológicas. Portanto, pacientes submetidos a ressecção do íleo terminal necessitam de suplementação parenteral de vitamina B12 por toda a vida. Residentes devem estar cientes dessas complicações pós-cirúrgicas para garantir um acompanhamento adequado e prevenir deficiências nutricionais graves.
O íleo terminal é o principal local de absorção da vitamina B12, que se liga ao fator intrínseco. A remoção dessa porção do intestino impede a absorção adequada, levando à deficiência.
Os sintomas incluem palidez, fadiga, irritabilidade, glossite, atraso no desenvolvimento e, em casos graves, manifestações neurológicas como neuropatia periférica.
O tratamento consiste na reposição parenteral de vitamina B12 (cobalamina) por toda a vida, pois a absorção oral será ineficaz.
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