Deficiência de Vitamina B12: Diagnóstico e Conduta

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Afonso, um homem de 54 anos com diagnóstico prévio de tireoidite de Hashimoto, procura atendimento médico devido a um quadro progressivo de instabilidade na marcha e sensação de formigamento em queimação nos pés, iniciado há cerca de quatro meses. Relata que, recentemente, sente dificuldade para abotoar camisas e tem apresentado episódios de esquecimento. Ao exame físico, apresenta palidez cutâneo-mucosa, glossite (língua lisa e eritematosa), diminuição da sensibilidade vibratória e da propriocepção em membros inferiores, além de sinal de Romberg positivo. Os exames laboratoriais revelam: Hemoglobina 8,8 g/dL, Volume Corpuscular Médio (VCM) 116 fL, Leucócitos 3.200/mm³, Plaquetas 130.000/mm³, Desidrogenase Lática (DHL) 1.200 U/L e Bilirrubina Indireta 1,8 mg/dL. O nível sérico de vitamina B12 é de 110 pg/mL. Com base no quadro clínico e laboratorial, a conduta terapêutica mais adequada é:

Alternativas

  1. A) Realizar mielograma e biópsia de medula óssea para afastar síndrome mielodisplásica antes de iniciar a reposição vitamínica, dado o quadro de pancitopenia.
  2. B) Administrar cianocobalamina por via oral na dose de 2.000 mcg ao dia, uma vez que a absorção por difusão passiva é eficaz e menos invasiva que a via parenteral.
  3. C) Prescrever ácido fólico 5 mg/dia associado à cianocobalamina oral 1.000 mcg/dia, visando a correção rápida da anemia e prevenção de piora neurológica.
  4. D) Iniciar reposição intramuscular de cianocobalamina 1.000 mcg diariamente por 7 dias, seguida de aplicações semanais por 4 semanas e, posteriormente, doses mensais vitalícias.

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