SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025
Uma lactente de 8 meses de vida foi levada ao pediatra por sua mãe, a qual relatou que a criança tem estado pálida e sem energia nas últimas semanas. Durante a avaliação, o pediatra observou que a criança apresenta hipotonia, faz poucos movimentos ativos e não responde a estímulos visuais ou sonoros. A lactante apresenta sinais leves de desidratação. O hemograma mostrou 2,2 milhões, hemoglobina = 7,5 g/dL, hematócrito = 24%, com aumento do volume corpuscular médio (MCV) e da hemoglobina corpuscular média (MCH), enquanto leucócitos e plaquetas estão dentro dos limites normais. Uma das complicações potenciais da anemia severa em lactentes e a (o)
Anemia severa → ↑ Débito cardíaco (Taquicardia) para manter oferta de O2 tecidual.
Em quadros de anemia grave, o organismo utiliza mecanismos compensatórios hemodinâmicos, sendo o aumento da frequência cardíaca o principal para manter o débito cardíaco e a perfusão.
A anemia em lactentes, especialmente com características macrocíticas e sintomas neurológicos (hipotonia, apatia), sugere deficiências nutricionais graves ou distúrbios metabólicos. A fisiopatologia envolve a redução da viscosidade sanguínea e a hipóxia tecidual, que estimulam o sistema nervoso simpático, resultando em taquicardia. O reconhecimento desses sinais é vital para evitar a descompensação cardíaca.
A taquicardia é um mecanismo compensatório para aumentar o débito cardíaco (DC = FC x VS) e tentar manter a oferta de oxigênio aos tecidos (DO2) diante da redução da hemoglobina.
As principais causas incluem deficiência de vitamina B12 (comum em filhos de mães vegetarianas estritas), deficiência de folato e erros inatos do metabolismo.
Além da insuficiência cardíaca de alto débito, a anemia grave pode causar retardo no desenvolvimento psicomotor e danos neurológicos permanentes.
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