Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2021
Gestante de 13 semanas apresenta hemograma com hemoglobina de 9,0g/dL, do tipo normocrômica e macrocística. É correto afirmar que se trata de:
Gestante com anemia macrocítica normocrômica → suspeitar de deficiência de folato (vitamina B9).
A anemia macrocítica normocrômica em gestantes, especialmente no primeiro trimestre, é fortemente sugestiva de deficiência de folato. O folato é essencial para a síntese de DNA e a eritropoiese, e sua carência leva à produção de eritrócitos grandes e imaturos (macrócitos).
A anemia é uma condição comum na gravidez, afetando uma parcela significativa das gestantes. A Organização Mundial da Saúde define anemia na gravidez como hemoglobina < 11,0 g/dL no primeiro e terceiro trimestres, e < 10,5 g/dL no segundo trimestre. A identificação e o tratamento adequados são cruciais para a saúde materna e fetal, prevenindo complicações como parto prematuro, baixo peso ao nascer e restrição de crescimento intrauterino. A fisiopatologia da anemia na gravidez é multifatorial. A anemia fisiológica da gravidez é normocítica e normocrômica, causada pela hemodiluição. No entanto, a anemia macrocítica normocrômica, como a apresentada na questão, é um forte indicativo de deficiência de folato (vitamina B9) ou, menos frequentemente, de vitamina B12. Ambas as vitaminas são vitais para a síntese de DNA e a eritropoiese. A deficiência de folato é particularmente preocupante devido ao seu papel na prevenção de defeitos do tubo neural. O diagnóstico da anemia por deficiência de folato é feito pelo hemograma (macrocitose, normocromia) e confirmado pela dosagem sérica de folato. O tratamento consiste na suplementação de ácido fólico, que deve ser iniciada profilaticamente antes da concepção e mantida durante toda a gravidez para prevenir tanto a anemia materna quanto os defeitos do tubo neural. É fundamental que residentes saibam diferenciar os tipos de anemia para instituir a conduta correta.
As principais causas são a deficiência de folato (vitamina B9) e, menos comumente, a deficiência de vitamina B12. Ambas são essenciais para a síntese de DNA e a maturação dos eritrócitos.
A deficiência de folato na gestação pode levar a anemia materna, mas o risco mais grave é o de defeitos do tubo neural no feto, como espinha bífida e anencefalia.
O tratamento envolve a suplementação de ácido fólico em doses terapêuticas, geralmente mais elevadas do que as doses profiláticas, além de aconselhamento dietético para incluir alimentos ricos em folato.
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