Santa Casa de Goiânia (GO) — Prova 2020
Paciente do sexo feminino, de 51 anos, queixa-se de cansaço e fraqueza há meses. O hemograma demonstra hemoglobina de 9.5 g/dL, hematócrito de 28.1%, VCM de 134 fL associado a reticulócitos baixos. O hematologista faz um esfregaço de sangue periférico e observa polimorfonucleados hipersegmentados com cerca de cinco a seis segmentações. O exame que mais contribuiria para o diagnóstico correto seria:
Anemia macrocítica (VCM >100 fL) + neutrófilos hipersegmentados + reticulócitos baixos → Deficiência de B12 ou folato.
O quadro de anemia macrocítica (VCM 134 fL), reticulócitos baixos e a presença de neutrófilos hipersegmentados no esfregaço periférico são achados clássicos da anemia megaloblástica, que é causada pela deficiência de vitamina B12 ou folato. A dosagem desses nutrientes é essencial para o diagnóstico etiológico.
A anemia macrocítica é definida por um volume corpuscular médio (VCM) superior a 100 fL. Dentre suas causas, a anemia megaloblástica, resultante da deficiência de vitamina B12 (cobalamina) ou folato, é uma das mais importantes e frequentemente testadas em provas de residência. A deficiência desses nutrientes compromete a síntese de DNA, levando a uma eritropoiese ineficaz e à formação de células grandes e imaturas. O quadro clínico geralmente envolve fadiga, fraqueza, palidez e, no caso da deficiência de B12, pode haver manifestações neurológicas como parestesias, ataxia e demência. O hemograma revela anemia macrocítica com reticulócitos baixos, indicando uma falha na produção medular. O achado patognomônico no esfregaço de sangue periférico é a presença de neutrófilos hipersegmentados (com 5 ou mais lóbulos nucleares). Diante desse cenário, a dosagem sérica de vitamina B12 e folato é o exame mais crucial para confirmar o diagnóstico etiológico. Outros exames como biópsia de medula óssea (mostrando medula hipercelular com megaloblastos) ou ferritina (para descartar deficiência de ferro concomitante) podem ser úteis, mas a dosagem de B12 e folato é o passo inicial e definitivo para a etiologia da anemia megaloblástica.
Os principais achados incluem anemia macrocítica (VCM > 100 fL), reticulócitos baixos, neutrófilos hipersegmentados no esfregaço periférico, e, em casos graves, pancitopenia.
Ambas causam anemia megaloblástica, mas a deficiência de B12 pode cursar com sintomas neurológicos (parestesias, ataxia, demência), que não ocorrem na deficiência isolada de folato.
A hipersegmentação dos neutrófilos ocorre devido à maturação nuclear retardada em relação à maturação citoplasmática, característica da eritropoiese e granulopoiese ineficazes causadas pela deficiência de B12 ou folato.
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