Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2020
Assinale a alternativa incorreta.
Anemia infantil no Brasil > 15%; a OMS considera > 40% como problema grave de saúde pública.
A alternativa B está incorreta porque a prevalência de anemia em crianças de 6 a 59 meses no Brasil é significativamente maior que 15%, e a OMS considera uma prevalência acima de 40% como um problema grave de saúde pública, o que é o caso do Brasil. As outras alternativas são corretas, abordando a relação entre obesidade e vitamina D, zinco e gestação, e deficiências de micronutrientes em mulheres.
As deficiências de micronutrientes representam um grave problema de saúde pública global, com impactos significativos na saúde de diversas populações, especialmente crianças e mulheres em idade reprodutiva. A questão aborda vários aspectos importantes dessas deficiências. A prevalência de anemia em crianças pequenas (6 a 59 meses) no Brasil é, de fato, um problema sério, mas a alternativa B subestima a gravidade e o valor de corte da OMS. A OMS considera uma prevalência de anemia acima de 40% como um problema grave de saúde pública, e no Brasil, embora varie por região, a prevalência é frequentemente maior que 15%, mas não necessariamente 15% como um problema grave. A deficiência de vitamina D em indivíduos obesos é um achado comum e bem documentado. Isso ocorre porque a vitamina D é lipossolúvel e tende a ser sequestrada no tecido adiposo, tornando-a menos disponível na circulação. Além disso, a deficiência de zinco tem sido consistentemente associada a complicações gestacionais, incluindo pré-eclâmpsia, parto prematuro e restrição de crescimento intrauterino, devido ao seu papel crucial em processos celulares e imunológicos. Finalmente, as deficiências de micronutrientes são, de fato, muito comuns entre as mulheres em idade reprodutiva. Isso se deve a fatores como perdas menstruais, demandas nutricionais aumentadas durante a gravidez e lactação, e dietas inadequadas. A compreensão desses conceitos é vital para a saúde pública e para a prática clínica, permitindo intervenções nutricionais e de saúde adequadas.
A prevalência de anemia em crianças de 6 a 59 meses no Brasil é alarmantemente alta, com estudos indicando valores que frequentemente ultrapassam 20% a 30% em algumas regiões, sendo um problema de saúde pública moderado a grave.
A deficiência de vitamina D em indivíduos obesos ocorre devido ao sequestro da vitamina D lipossolúvel no tecido adiposo, reduzindo sua biodisponibilidade sistêmica, além de possíveis alterações no metabolismo da vitamina.
A deficiência de zinco na gravidez está associada a diversos desfechos adversos, incluindo restrição de crescimento intrauterino, parto prematuro, baixo peso ao nascer e um risco aumentado de pré-eclâmpsia, devido ao seu papel em processos imunológicos e antioxidantes.
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