Anemia Hemolítica Microangiopática: Diagnóstico Diferencial

UFCG/HUAC - Hospital Universitário Alcides Carneiro - Campina Grande (PB) — Prova 2020

Enunciado

Anemia, plaquetopenia, aumento dos níveis de DHL e bilirrubina indireta, aumento dos reticulócitos e esquizócitos em sangue periférico são vistos em todas as entidades, EXCETO:

Alternativas

  1. A) Síndrome hemolítica - urêmica.
  2. B) Coagulação intravascular disseminada.
  3. C) Síndrome de Evans.
  4. D) Purpura trombocitopênica trombótica.
  5. E) Síndrome HELLP.

Pérola Clínica

Anemia hemolítica microangiopática (AHMA) + plaquetopenia + esquizócitos → SHU, PTT, CIVD, HELLP. Síndrome de Evans = AHAI + PTI.

Resumo-Chave

A questão aborda a tríade clássica da anemia hemolítica microangiopática (AHMA) - anemia, plaquetopenia e esquizócitos - que é comum em diversas condições graves como SHU, PTT, CIVD e HELLP. A Síndrome de Evans, por outro lado, é uma condição autoimune caracterizada por anemia hemolítica autoimune e púrpura trombocitopênica idiopática, sem a presença de esquizócitos como achado central.

Contexto Educacional

A anemia hemolítica microangiopática (AHMA) é uma condição grave caracterizada pela destruição de eritrócitos na microvasculatura, resultando em anemia, plaquetopenia e a presença de esquizócitos no sangue periférico. É um achado comum em diversas patologias como a Púrpura Trombocitopênica Trombótica (PTT), Síndrome Hemolítico-Urêmica (SHU), Coagulação Intravascular Disseminada (CIVD) e Síndrome HELLP. A identificação precoce desses achados é crucial para o manejo adequado e prognóstico do paciente. A fisiopatologia da AHMA envolve a formação de trombos de fibrina ou lesão endotelial nos pequenos vasos, que fragmentam os eritrócitos ao passarem por eles, gerando os esquizócitos. O aumento do DHL e da bilirrubina indireta, juntamente com a reticulocitose, são marcadores de hemólise. O diagnóstico diferencial entre essas condições é complexo e exige a avaliação de outros parâmetros clínicos e laboratoriais específicos para cada uma. A Síndrome de Evans, por outro lado, é uma condição autoimune rara, definida pela coexistência de anemia hemolítica autoimune (AHAI) e púrpura trombocitopênica idiopática (PTI), sem uma causa secundária identificável. Embora também cause anemia e plaquetopenia, a hemólise na Síndrome de Evans é predominantemente extravascular, mediada por anticorpos, e não se caracteriza pela presença de esquizócitos como achado central, o que a diferencia das AHMA. O tratamento é imunossupressor.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais achados laboratoriais da anemia hemolítica microangiopática?

Os principais achados incluem anemia, plaquetopenia, aumento de DHL e bilirrubina indireta, reticulocitose e a presença de esquizócitos no esfregaço de sangue periférico.

Qual a diferença entre a Síndrome de Evans e as condições microangiopáticas?

A Síndrome de Evans é uma doença autoimune caracterizada por anemia hemolítica autoimune e púrpura trombocitopênica idiopática, com hemólise predominantemente extravascular. As condições microangiopáticas (SHU, PTT, CIVD, HELLP) envolvem formação de trombos na microvasculatura, resultando em hemólise intravascular e esquizócitos.

Por que a presença de esquizócitos é crucial no diagnóstico diferencial?

Esquizócitos são fragmentos de eritrócitos formados pela passagem através de vasos com trombos de fibrina ou endotélio lesado, sendo um marcador chave de hemólise intravascular microangiopática, diferenciando-a de outras causas de anemia hemolítica.

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