Anemia Hemolítica Autoimune: Diagnóstico e Investigação

AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2025

Enunciado

Paciente feminina, 35 anos, deu entrada no pronto atendlmento com queixa de astenia intensa nas últimas 2 semanas, com piora progressiva. Refere que percebeu mudança na coloração de sua pele, com a percepção de estar amarelada, escurecimento da urina e alguns episódios de vômitos escurecidos associados a dor abdominal inespecífica. Passou por exames laboratoriais de rotina há 1 mes, com resultados sem alterações. Realizados exames na admissão: Hb 5,0(VN 13 a 16), VCM 100 (VN 79 a 95), HCM 40 (VN 25 a 30), Leucócitos 5.200 (VN 3.500 a 9.000), Plaquetas 260.000 (VN 150.000 a 450.000), Reticulócitos 3,5% (VN 0,8 a 2,3%), Haptoglobina 5 (VN 30 a 190), LDH 1000(VN 135 a 225), Bilirrubina total 4,0 (VN 0,3 a 1,3), Bilirrubina direta 0,4 (VN 0,1 a 0,4), Bilirrubina indireta 3,6 (VN 0,2 a 0,9), Coombs direto positivo.Asslnale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Seria esperada a elevação da haptoglobina para ser considerada a hipótese de anemia hemolítica.
  2. B) Deve-se seguir investlgação com endoscopia digestiva alta, devido a principal suspeita diagnóstica ser de hemorragia digestiva.
  3. C) Trata-se de provável anemia carencial, necessitando de exames compIementares com perfil de ferro para dar início ao tratamento.
  4. D) Considerando o diagnóstico de anemia hemolítica autoimune, está indicado prosseguir investigação com triagem para outras doenças autoimunes.
  5. E) Considerando o padrão de aumento das bilirrubinas, a principal suspeita diagnóstica é de colestase, devendo iniciar investigação com ultrassom de abdome.

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