Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2025
Mulher de 30 anos apresenta astenia, icterícia e esplenomegalia. Os exames iniciais mostram Hb: 7,5 g/dL, reticulócitos aumentados, e níveis elevados de bilirrubina indireta e DHL. O volume corpuscular médio e a haptoglobina estarão respectivamente
Anemia hemolítica → ↑ reticulócitos, ↑ bilirrubina indireta, ↑ DHL, ↓ haptoglobina. VCM pode ser normal ou ↑.
O quadro clínico e laboratorial (anemia, reticulocitose, icterícia, DHL elevado) é clássico de anemia hemolítica. A haptoglobina é um marcador sensível de hemólise, pois se liga à hemoglobina livre e é rapidamente depurada, resultando em níveis reduzidos. O VCM pode ser normal ou aumentado devido à presença de reticulócitos, que são células maiores.
A anemia hemolítica é uma condição caracterizada pela destruição prematura de eritrócitos, resultando em uma vida útil reduzida das hemácias, que normalmente é de 120 dias. Pode ser classificada como intravascular ou extravascular, congênita ou adquirida. A importância clínica reside na necessidade de identificar a causa subjacente para instituir o tratamento adequado e prevenir complicações graves, como insuficiência renal aguda em casos de hemólise intravascular severa. O diagnóstico da anemia hemolítica baseia-se em uma tríade de achados: evidência de destruição de hemácias (anemia, icterícia por bilirrubina indireta elevada, DHL aumentado, haptoglobina reduzida), evidência de aumento da produção de hemácias (reticulocitose, hiperplasia eritroide na medula óssea) e exclusão de outras causas de anemia. A icterícia e a esplenomegalia são sinais clínicos comuns devido ao metabolismo da bilirrubina e ao sequestro de hemácias pelo baço, respectivamente. O tratamento da anemia hemolítica é direcionado à causa subjacente. Em casos de hemólise autoimune, corticosteroides e imunossupressores podem ser utilizados. Esplenectomia pode ser considerada em algumas condições, como esferocitose hereditária ou anemia hemolítica autoimune refratária. O acompanhamento laboratorial, incluindo hemograma completo, reticulócitos, bilirrubinas e haptoglobina, é essencial para monitorar a resposta ao tratamento e identificar recidivas.
Os sinais e sintomas da anemia hemolítica incluem astenia, palidez, icterícia (devido ao aumento da bilirrubina indireta), esplenomegalia (pelo aumento da destruição de hemácias no baço) e, em casos graves, colúria e cálculos biliares.
A haptoglobina estará reduzida na anemia hemolítica. Ela é uma proteína plasmática que se liga à hemoglobina livre liberada durante a hemólise. O complexo haptoglobina-hemoglobina é rapidamente removido da circulação, levando à diminuição dos níveis séricos de haptoglobina, tornando-a um marcador sensível de hemólise.
O VCM pode estar aumentado na anemia hemolítica devido à reticulocitose. Os reticulócitos são hemácias jovens e maiores que são liberadas da medula óssea em resposta à destruição acelerada de hemácias. A presença de um grande número de reticulócitos na circulação pode elevar a média do VCM, mesmo que as hemácias maduras tenham um VCM normal ou até reduzido em algumas condições.
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