HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2021
Uma paciente de 23 anos de idade, sem comorbidades conhecidas, compareceu ao pronto atendimento com queixa de astenia e de redução da capacidade de exercício e negou sangramentos. Ao exame físico, estava hipocorada 3+/4 e não havia outras alterações. Verificam-se FC = 100 bpm, FR = 22 irpm e SatO2 = 97%. Os exames iniciais mostram hemoglobina = 7,8 g/dL, hematócrito = 22%, VCM = 98 fl, HCM = 32 pg e bilirrubinas totais = 2,0 mg/dL, sendo 1,3 indireta e 0,7 direta.Para confirmar a hipótese diagnóstica de anemia hemolítica, espera-se encontrar
Anemia hemolítica: ↑ DHL, ↑ Reticulócitos, ↓ Haptoglobina, ↑ Bilirrubina indireta.
A anemia hemolítica é caracterizada pela destruição prematura dos eritrócitos. Os achados laboratoriais refletem essa destruição (↑ DHL, ↓ haptoglobina, ↑ bilirrubina indireta) e a tentativa da medula óssea de compensar (↑ reticulócitos). O VCM e HCM normais indicam uma anemia normocítica normocrômica, comum em hemólise.
A anemia hemolítica é uma condição caracterizada pela destruição prematura dos eritrócitos, resultando em uma vida útil reduzida dessas células. Pode ser classificada em intrínseca (defeitos nos próprios eritrócitos) ou extrínseca (fatores externos que causam a destruição). O diagnóstico é fundamental para direcionar o tratamento e prevenir complicações. Os achados laboratoriais são cruciais para confirmar a hipótese de anemia hemolítica. A destruição dos eritrócitos libera hemoglobina, que é metabolizada. Isso leva a um aumento da bilirrubina indireta (não conjugada), como visto no caso da paciente (1,3 mg/dL). A hemoglobina livre no plasma é ligada pela haptoglobina; na hemólise, a haptoglobina é consumida, resultando em níveis baixos ou indetectáveis. A desidrogenase láctica (DHL), uma enzima presente nos eritrócitos, é liberada na sua destruição, elevando seus níveis séricos. A medula óssea, em resposta à anemia, aumenta a produção de eritrócitos, o que se manifesta como reticulocitose (aumento dos reticulócitos, que são eritrócitos jovens). Portanto, para confirmar a anemia hemolítica, espera-se encontrar elevação da desidrogenase láctica, aumento de reticulócitos e queda da haptoglobina, além do aumento da bilirrubina indireta. O teste de Coombs direto é importante para diferenciar entre hemólise autoimune (Coombs positivo) e outras causas de hemólise (Coombs negativo), mas não é o único marcador de hemólise. O VCM e HCM normais da paciente indicam uma anemia normocítica normocrômica, que é um padrão comum na hemólise.
Os principais marcadores laboratoriais de hemólise incluem elevação da desidrogenase láctica (DHL), aumento dos reticulócitos, queda da haptoglobina e aumento da bilirrubina indireta.
A haptoglobina é uma proteína plasmática que se liga à hemoglobina livre liberada durante a hemólise. Na destruição excessiva de eritrócitos, a haptoglobina é consumida rapidamente, levando à sua queda nos níveis séricos.
O aumento de reticulócitos (reticulocitose) indica uma resposta compensatória da medula óssea à anemia, produzindo mais eritrócitos jovens para tentar repor as células sanguíneas que estão sendo destruídas prematuramente.
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