HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2021
Melissa, 18 anos, G2P0A1, iniciou o seu pré-natal com 24 semanas de gestação. Sua médica lhe disse que estava com anemia. Qual a explicação mais plausível para esta condição?
Anemia gestacional em adolescente → deficiência nutricional (ferro/folato) devido a ↑ demandas metabólicas e hemodiluição.
A anemia na gravidez, especialmente em adolescentes e multíparas, é frequentemente de origem nutricional, principalmente por deficiência de ferro e folato. O aumento do volume plasmático (hemodiluição fisiológica) e as elevadas demandas metabólicas do feto e da placenta exacerbam essa necessidade, tornando a suplementação de micronutrientes essencial.
A anemia na gravidez é uma condição comum, definida pela Organização Mundial da Saúde como níveis de hemoglobina abaixo de 11 g/dL no primeiro e terceiro trimestres, e abaixo de 10,5 g/dL no segundo trimestre. A prevalência é alta, especialmente em países em desenvolvimento, e é um fator de risco significativo para desfechos maternos e perinatais adversos, como parto prematuro, baixo peso ao nascer e aumento da morbimortalidade. A fisiopatologia da anemia gestacional é multifatorial. A hemodiluição fisiológica, com um aumento desproporcional do volume plasmático em relação à massa eritrocitária, contribui para a queda da hemoglobina. No entanto, a causa mais prevalente de anemia clinicamente significativa é a deficiência nutricional, principalmente de ferro e folato, devido às elevadas demandas metabólicas do feto e da placenta, que utilizam esses nutrientes para seu crescimento e desenvolvimento. O diagnóstico é feito por hemograma completo no pré-natal. O tratamento e a prevenção da anemia gestacional baseiam-se na suplementação de ferro e ácido fólico, que deve ser iniciada precocemente no pré-natal. A educação nutricional também é fundamental. O manejo adequado é crucial para garantir uma gestação saudável e minimizar os riscos para a mãe e o bebê.
A causa mais comum é a deficiência de ferro, seguida pela deficiência de folato. A hemodiluição fisiológica da gravidez também contribui para a diminuição da concentração de hemoglobina, mas não é uma anemia verdadeira por si só.
Durante a gravidez, há um aumento significativo das demandas metabólicas para o crescimento fetal, placentário e materno, além da expansão do volume sanguíneo. Isso eleva a necessidade de micronutrientes como ferro, folato e vitaminas, que muitas vezes não são supridos apenas pela dieta.
A suplementação de ferro e folato é crucial para prevenir e tratar a anemia ferropriva e megaloblástica, respectivamente. A anemia materna está associada a riscos como parto prematuro, baixo peso ao nascer e maior morbidade materna e fetal.
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