SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2025
Um dos objetivos principais do acompanhamento de prénatal com consultas sendo realizadas numa periodicidade apropriada e a realização de exames laboratoriais e de avaliação do bem-estar fetal, é detectar precocemente sinais diretos e indiretos de comprometimento metabólico materno-fetal que poderá culminar com desfecho desfavorável da gestação. Um exame de grande utilidade nesse arsenal diagnóstico é a ultrassonografia obstétrica com dopplerfluxometria. Durante a realização desse exame, a observação do aumento do pico sistólico da artéria cerebral média fetal, na avaliação da anemia fetal, se deve por:
Anemia fetal → ↓ viscosidade sanguínea → ↑ PSV ACM (pico sistólico artéria cerebral média).
Na anemia fetal, a diminuição da viscosidade sanguínea e a vasodilatação cerebral compensatória para otimizar o fluxo de oxigênio para o cérebro levam a um aumento do pico sistólico da artéria cerebral média (PSV ACM), um marcador importante para o diagnóstico.
A anemia fetal é uma condição grave que pode levar a hidropsia fetal e óbito se não diagnosticada e tratada precocemente. O acompanhamento pré-natal com ultrassonografia e dopplerfluxometria é crucial para a detecção de comprometimento metabólico materno-fetal. A dopplerfluxometria da artéria cerebral média (ACM) é o método não invasivo de escolha para rastreamento e diagnóstico de anemia fetal. O aumento do pico sistólico da velocidade (PSV ACM) é o principal indicador, refletindo a diminuição da viscosidade sanguínea e a vasodilatação cerebral compensatória para otimizar a oxigenação cerebral. Uma vez diagnosticada a anemia fetal significativa, o tratamento pode incluir transfusão intrauterina de sangue, que é um procedimento de alta complexidade. O monitoramento contínuo e a avaliação do bem-estar fetal são essenciais para determinar o momento ideal da intervenção e do parto.
O Doppler da ACM mede o pico sistólico da velocidade (PSV ACM). Na anemia fetal, a diminuição da viscosidade sanguínea e a vasodilatação cerebral compensatória aumentam o PSV ACM, tornando-o um marcador não invasivo sensível para detectar anemia.
A anemia fetal reduz a viscosidade do sangue, o que permite que o sangue flua mais rapidamente através dos vasos. Além disso, em resposta à hipóxia tecidual causada pela anemia, ocorre uma redistribuição do fluxo sanguíneo, com vasodilatação cerebral para priorizar o suprimento de oxigênio ao cérebro, aumentando a velocidade de pico sistólico.
As causas mais comuns incluem aloimunização Rh, infecções congênitas (como parvovírus B19), hemorragia feto-materna, síndromes de transfusão feto-fetal em gestações gemelares e anomalias genéticas.
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