PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2024
Mulher de 35 anos foi diagnosticada com anemia ferropriva. Após três meses de tratamento com reposição oral de sulfato ferroso de forma adequada e aderente, os exames revelaram que não houve elevação das reservas de ferro ou aumento da hemoglobina. Assinale a alternativa que NÃO apresenta um diagnóstico diferencial para a refratariedade ao tratamento descrito:
Anemia ferropriva refratária → Investigar má absorção (Doença Celíaca, Gastrite Atrófica) ou perda crônica. Ressecção ileal afeta B12, não ferro.
A anemia ferropriva refratária ao tratamento oral, apesar da adesão, sugere má absorção de ferro ou perda crônica não identificada. Doença celíaca e gastrites atróficas (por H. Pylori ou autoimune) são causas importantes de má absorção de ferro no duodeno. A ressecção ileal, por outro lado, afeta primariamente a absorção de vitamina B12 e sais biliares, não sendo uma causa direta de má absorção de ferro.
A anemia ferropriva é a deficiência nutricional mais comum no mundo, e seu tratamento padrão envolve a reposição oral de ferro. No entanto, quando a anemia persiste ou não melhora após um período adequado de tratamento com sulfato ferroso e boa adesão, é classificada como anemia ferropriva refratária. Essa situação exige uma investigação aprofundada para identificar a causa subjacente. As principais razões para a refratariedade incluem má absorção de ferro, perda sanguínea crônica não identificada ou uso inadequado do suplemento. Entre as causas de má absorção, destacam-se a doença celíaca, que danifica a mucosa do duodeno (principal local de absorção de ferro), e as gastrites atróficas (seja por infecção por H. pylori ou autoimune), que resultam em hipocloridria ou acloridria, essenciais para a absorção do ferro. Outras condições como cirurgia bariátrica também podem alterar a anatomia e fisiologia da absorção. É crucial diferenciar as causas de má absorção de diferentes nutrientes. A ressecção ileal, por exemplo, afeta primariamente a absorção de vitamina B12 e sais biliares, levando a anemia megaloblástica e esteatorreia, respectivamente, e não é uma causa direta de má absorção de ferro. Portanto, a investigação da anemia ferropriva refratária deve ser sistemática, incluindo endoscopia digestiva alta com biópsias, testes para H. pylori e, se necessário, investigação de perda sanguínea oculta.
As principais causas incluem doença celíaca, gastrite atrófica (autoimune ou por H. pylori), cirurgia bariátrica, doença inflamatória intestinal e uso crônico de inibidores de bomba de prótons.
A gastrite atrófica leva à hipocloridria ou acloridria, que prejudica a conversão do ferro férrico (Fe3+) em ferro ferroso (Fe2+), a forma mais absorvível, e também pode afetar a liberação de ferro dos alimentos.
A ressecção do íleo terminal afeta primariamente a absorção da vitamina B12 (fator intrínseco-B12) e dos sais biliares, podendo levar à anemia megaloblástica e diarreia esteatorreica, respectivamente.
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