Anemia Ferropriva em Crianças: Diagnóstico e Fatores de Risco

SPBC - Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos (RJ) — Prova 2016

Enunciado

Um menino de 3 anos e meio de idade, morador de zona rural, é levado ao médico pelos pais, que se queixam que a criança está “branquinha ” e se cansa facilmente. Nascida em hospital distante 30 km do domicílio, os pais só conseguiram levá-lo ao médico 4 vezes, 1 vez no primeiro ano de vida. Aleitamento materno exclusivo até 8 meses de vida. Após exame físico (peso e altura no percentil 50), observa-se palidez intensa e então solicitou-se exames. Hb 7,5 g/dL; Ht 25%; VCM 62fL (VR 74-89); HCM 21 (VR 24-32); CHCM 26 g/dL (VR 32-37); RDW 21% (VR 12-14); leucócitos 7.500/mm³ (diferencial dentro dos limites da normalidade); plaquetas 475.000/mm³. Pode-se afirmar: 

Alternativas

  1. A) Principal hipótese diagnóstica é de anemia ferropriva, pois além de microcitose e hipocromia, observa-se aumento de RDW.
  2. B) Presença de microcitose e hipocromia em criança bem nutrida impõe a alfa-talassemia como principal diagnóstico.
  3. C) Diagnóstico de beta-talassemia (traço) é o mais provável, já que há aumento de RD W e a criança é bem nutrida.
  4. D) Deficiência de G6PD é a principal hipótese diagnóstica, pois trata-se de um caso de anemia intensa, certamente aguda (criança com peso normal).

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