UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2022
Menino de 3 anos comparece à consulta pediátrica apresentando quadro de astenia que começou há 2 meses. A mãe relata que a criança dorme durante toda a tarde e brinca com menor frequência. Os exames laboratoriais solicitados mostram os seguintes resultados: Hemograma Hb 6,0 g/dL, vcm 60 fL, Ht 18 %, Ferro 20 ng/ml, IS 6%, Ferritina 3 ng/ml, Leucócitos 5.600/mm³, Plaquetas 560.000/mm³. O diagnóstico e tratamento dessa criança são, respectivamente,
Criança com Hb ↓, VCM ↓, Ferritina ↓, Ferro ↓, IS ↓ + Plaquetas ↑ → Anemia Ferropriva; Tto: Ferro elementar 3-5 mg/kg/dia.
O quadro clínico de astenia e os exames laboratoriais (anemia microcítica hipocrômica, ferritina, ferro e saturação de transferrina baixos, com plaquetose reacional) são altamente sugestivos de anemia ferropriva, que deve ser tratada com ferro elementar oral em dose terapêutica.
A anemia ferropriva é a deficiência nutricional mais comum no mundo, especialmente em crianças pequenas, e representa um sério problema de saúde pública. Em crianças de 6 meses a 5 anos, a deficiência de ferro pode levar a atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor, comprometimento da função imunológica e redução da capacidade física. A astenia e a sonolência são sintomas comuns que refletem a baixa oxigenação tecidual. O diagnóstico da anemia ferropriva é feito pela combinação de achados clínicos e laboratoriais. O hemograma tipicamente mostra anemia microcítica (VCM baixo) e hipocrômica (Hb baixa), com ferritina sérica, ferro sérico e saturação de transferrina reduzidos, indicando depleção dos estoques de ferro. A plaquetose reacional também é um achado frequente. É crucial diferenciar de outras anemias microcíticas, como as talassemias, que não respondem ao ferro. O tratamento consiste na reposição de ferro elementar por via oral. A dose terapêutica é de 3 a 5 mg/kg/dia, e o tratamento deve ser mantido por pelo menos 3 meses após a normalização da hemoglobina para garantir a reposição dos estoques de ferro. A resposta ao tratamento é monitorada pela elevação da hemoglobina e, posteriormente, pela normalização da ferritina. A educação alimentar e a suplementação profilática em grupos de risco são medidas preventivas importantes.
O diagnóstico é baseado em hemoglobina baixa, VCM baixo (microcitose), ferritina sérica baixa (principal marcador de estoque), ferro sérico baixo e saturação de transferrina baixa.
A dose terapêutica recomendada de ferro elementar é de 3 a 5 mg/kg/dia, dividida em 2 a 3 tomadas, administrada por 3 a 6 meses após a normalização da hemoglobina para repor os estoques.
A plaquetose é uma resposta reacional comum na anemia ferropriva, onde a deficiência de ferro pode estimular a megacariopoiese, levando a um aumento na produção de plaquetas.
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