Hospital Unimed-Rio (RJ) — Prova 2023
Uma metanálise de 2021 observou a prevalência de anemia em 33% das crianças brasileiras, saudáveis e menores de sete anos. A deficiência de ferro tem repercussões importantes no desenvolvimento, que mostram a importância da prevenção e tratamento adequados. Está correto quanto à prevenção, segundo as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria, no consenso 2021:
RN a termo, aleitamento exclusivo, sem risco: suplementar ferro 1mg/kg/dia dos 6 aos 24 meses.
A suplementação profilática de ferro é crucial para prevenir a anemia ferropriva em crianças, variando a dose e o início conforme o peso ao nascer, idade gestacional e tipo de alimentação. RNs a termo em aleitamento exclusivo sem fatores de risco iniciam aos 6 meses.
A anemia ferropriva é a deficiência nutricional mais comum no mundo e um grave problema de saúde pública, especialmente em crianças. No Brasil, sua prevalência ainda é alta, com repercussões significativas no desenvolvimento físico e cognitivo infantil. A prevenção é a estratégia mais eficaz, e as diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) fornecem orientações claras sobre a suplementação profilática de ferro. A fisiopatologia da anemia ferropriva decorre da ingestão insuficiente de ferro, perdas sanguíneas ou má absorção. Em crianças, os estoques de ferro adquiridos durante a gestação são cruciais, mas se esgotam progressivamente. O leite materno, embora rico em ferro biodisponível, não é suficiente para suprir as necessidades após os 6 meses de idade, quando a taxa de crescimento é elevada. A suplementação visa garantir um aporte adequado de ferro durante períodos de rápido crescimento e baixa ingestão dietética. As diretrizes da SBP recomendam a suplementação de ferro de forma diferenciada. Para recém-nascidos a termo, com peso adequado para a idade gestacional, em aleitamento materno exclusivo e sem fatores de risco, a suplementação é de 1 mg/kg/dia de ferro elementar, dos 6 aos 24 meses de idade. Para prematuros e bebês com baixo peso, as doses e o início da suplementação são mais precoces e com doses mais elevadas, devido às suas menores reservas de ferro ao nascer. A introdução alimentar rica em ferro também é fundamental.
A suplementação de ferro é vital para prevenir a anemia ferropriva, que pode causar atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor, comprometimento cognitivo e imunológico em crianças.
Recém-nascidos prematuros (especialmente < 1500g) devem iniciar a suplementação de ferro mais precocemente, geralmente a partir do 30º dia de vida, com doses maiores (2-4 mg/kg/dia) devido às suas reservas reduzidas.
O leite materno possui ferro de alta biodisponibilidade, mas suas reservas são limitadas e geralmente se esgotam por volta dos 6 meses de idade, tornando a suplementação e a introdução alimentar ricas em ferro necessárias.
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