Suplementação de Ferro em Lactentes: Guia do MS 2022

Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2024

Enunciado

A deficiência de ferro pode levar ao desenvolvimento da anemia ferropriva que é a carência nutricional mais prevalente no mundo. No Brasil estima-se que entre 30% a 50% dos lactentes têm anemia ferropriva, podendo causar prejuízos e atrasos no desenvolvimento motor e cognitivo, irreversíveis, mesmo após a correção do quadro da anemia, por isso é de suma importância a prevenção da deficiência de ferro através da sua suplementação de maneira adequada. É CORRETO afirmar que segundo o Programa Nacional de Suplementação de Ferro do Ministério de Saúde de 2022, a suplementação profilática de ferro para crianças 6 a 24 meses de vida, em aleitamento materno exclusivo e sem fatores de risco, deve ser realizada da seguinte maneira:

Alternativas

  1. A) 2 ciclos intermitentes de suplementação no período: 3 meses de suplementação diária seguidos de 3 meses de intervalo e reinício de novo ciclo.
  2. B) 3 ciclos intermitentes de suplementação no período: 2 meses de suplementação diária seguidos de 2 meses de intervalo e reinício de novo ciclo.
  3. C) 3 ciclos intermitentes de suplementação no período: 3 meses de suplementação diária seguidos de 3 meses de intervalo e reinício de novo ciclo.
  4. D) 2 ciclos intermitentes de suplementação no período: 2 meses de suplementação diária seguidos de 2 meses de intervalo e reinício de novo ciclo.

Pérola Clínica

Suplementação profilática ferro (6-24m, AM exclusivo, sem risco) = 2 ciclos de 3 meses diários + 3 meses intervalo.

Resumo-Chave

O Programa Nacional de Suplementação de Ferro do Ministério da Saúde de 2022 preconiza para crianças de 6 a 24 meses em aleitamento materno exclusivo e sem fatores de risco, a suplementação profilática de ferro em dois ciclos intermitentes. Cada ciclo consiste em 3 meses de suplementação diária, seguidos por 3 meses de intervalo, e então o reinício de um novo ciclo.

Contexto Educacional

A anemia ferropriva é a carência nutricional mais prevalente no mundo, com alta incidência em lactentes no Brasil, podendo afetar de 30% a 50% das crianças entre 6 e 24 meses. Essa condição é particularmente preocupante na infância devido aos seus impactos negativos e muitas vezes irreversíveis no desenvolvimento motor e cognitivo, mesmo após a correção da anemia. A prevenção através da suplementação adequada de ferro é, portanto, uma estratégia de saúde pública de suma importância. O Ministério da Saúde, através do Programa Nacional de Suplementação de Ferro (PNSF), estabelece diretrizes para a profilaxia da deficiência de ferro. Para crianças de 6 a 24 meses de vida que estão em aleitamento materno exclusivo e não apresentam fatores de risco para anemia, o esquema profilático recomendado em 2022 consiste em dois ciclos intermitentes de suplementação. Cada ciclo é composto por 3 meses de suplementação diária de ferro, seguidos por um período de 3 meses de intervalo, antes do reinício de um novo ciclo. É fundamental que profissionais de saúde estejam atualizados com essas recomendações para garantir a adesão e a eficácia da suplementação, contribuindo para a redução da prevalência da anemia ferropriva e seus impactos deletérios na saúde infantil. A correta orientação aos pais e cuidadores sobre a importância e a forma de administração do ferro é essencial.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da suplementação de ferro em lactentes?

A suplementação de ferro é crucial para prevenir a anemia ferropriva, que pode causar atrasos irreversíveis no desenvolvimento motor e cognitivo de crianças, mesmo após a correção da anemia.

Como é o esquema de suplementação profilática para crianças em aleitamento materno exclusivo?

Para crianças de 6 a 24 meses em aleitamento materno exclusivo e sem fatores de risco, o MS 2022 recomenda 2 ciclos intermitentes: 3 meses de suplementação diária, seguidos por 3 meses de intervalo, e então um novo ciclo.

Quais são os fatores de risco para anemia ferropriva em crianças?

Fatores de risco incluem baixo peso ao nascer, prematuridade, desmame precoce, introdução alimentar inadequada, sangramentos crônicos e doenças que afetam a absorção de ferro.

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