UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2021
Escolar, com 7 anos de idade, morador do município de Melgaço, é levado ao médico pela mãe, com queixa de palidez e de cansaço físico. Nascido em casa, de parto vaginal, com ajuda de uma parteira, sem intercorrências. Aleitamento materno exclusivo até 2 meses de vida. Após o exame físico (peso e altura entre Z escore 0 e +1), o médico observa palidez intensa, sem outras alterações, e solicita exames: Hemograma: Hb: 7,5 g/dL; Ht: 22%; VCM: 66 fL (74-89); HCM: 22 p. (24-32); CHCM: 28 g/dL (32-37); RDW: 18% (12-14). Leucócitos: 9.000/mm3 (diferencial dentro dos limites da normalidade). Plaquetas: 550.000/mm3 (150.000-400.000 /mm3). Nesse contexto, é correto afirmar que
Anemia microcítica hipocrômica com RDW ↑ em criança + desmame precoce = Anemia Ferropriva → Ferro elementar 3-5 mg/kg/dia por 2-6 meses.
A anemia ferropriva é a causa mais comum de anemia microcítica e hipocrômica em crianças, especialmente com histórico de desmame precoce. O RDW elevado é um marcador importante que a diferencia de outras causas como a talassemia menor, onde o RDW é geralmente normal. O tratamento é a reposição de ferro elementar.
A anemia ferropriva é a deficiência nutricional mais comum em crianças globalmente, sendo a principal causa de anemia em idade escolar. O caso clínico apresenta uma criança de 7 anos com palidez e cansaço físico, associado a um histórico de desmame precoce, um fator de risco importante para deficiência de ferro. Os exames laboratoriais revelam uma anemia microcítica (VCM: 66 fL) e hipocrômica (HCM: 22 p., CHCM: 28 g/dL), com um RDW elevado (18%) e plaquetose (550.000/mm3). Esses achados são altamente sugestivos de anemia ferropriva. A microcitose e hipocromia indicam hemácias menores e com menos hemoglobina. O RDW elevado reflete uma grande variação no tamanho das hemácias, característica da anemia ferropriva, onde a produção de hemácias é afetada pela deficiência de ferro. A plaquetose reativa é um achado comum na anemia ferropriva. O desmame precoce e a ausência de outras alterações no exame físico reforçam a hipótese carencial. O tratamento da anemia ferropriva consiste na reposição de ferro elementar. A dose recomendada para crianças é de 3-5 mg/kg/dia, por via oral, e a duração do tratamento deve ser de 2 a 6 meses, não apenas para corrigir a hemoglobina, mas também para repor os estoques de ferro do organismo. O acompanhamento com hemograma é fundamental para monitorar a resposta ao tratamento e garantir a adesão. É crucial diferenciar a anemia ferropriva de outras anemias microcíticas, como a talassemia menor, onde o RDW é geralmente normal e a eletroforese de hemoglobina é diagnóstica.
A anemia ferropriva é caracterizada por hemoglobina baixa, volume corpuscular médio (VCM) e hemoglobina corpuscular média (HCM) reduzidos (microcitose e hipocromia), e um índice de anisocitose (RDW) geralmente elevado. As plaquetas podem estar elevadas.
O tratamento padrão para anemia ferropriva em crianças é a administração de ferro elementar na dose de 3-5 mg/kg/dia, por via oral, por um período de 2 a 6 meses. O objetivo é corrigir a anemia e repor os estoques de ferro.
Ambas causam anemia microcítica e hipocrômica. No entanto, a anemia ferropriva tipicamente apresenta RDW elevado, enquanto na talassemia menor o RDW é geralmente normal. A eletroforese de hemoglobina confirma a talassemia.
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