HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2020
Pré-escolar, dois anos e dois meses, sexo masculino, é levado à consulta de rotina. Desenvolvimento neuropsicomotor adequado. Anamnese nutricional: quatro a cinco mamadeiras de leite de vaca ao dia, eventual ingestão de carne vermelha e de verduras. Exame físico: sobrepeso evidente, hipocorado ++/4+, sem outras anormalidades. O diagnóstico mais provável é que o pré-escolar seja portador de anemia:
Pré-escolar + dieta láctea excessiva + hipocorado → Anemia ferropriva (deficiência de ferro).
A anemia ferropriva é comum em pré-escolares devido à ingestão inadequada de ferro, frequentemente associada ao consumo excessivo de leite de vaca que, além de pobre em ferro, pode inibir sua absorção e causar micro-hemorragias intestinais. O sobrepeso não exclui deficiência nutricional.
A anemia ferropriva é a deficiência nutricional mais comum no mundo, afetando principalmente crianças pequenas e mulheres em idade fértil. Em pré-escolares, a etiologia é predominantemente nutricional, com destaque para a ingestão insuficiente de alimentos ricos em ferro e o consumo excessivo de leite de vaca, que não é uma boa fonte de ferro e pode interferir na sua absorção. A condição tem um impacto significativo no desenvolvimento neuropsicomotor e na capacidade de aprendizado da criança. O diagnóstico baseia-se na anamnese nutricional detalhada, exame físico (palidez, hipocromia) e exames laboratoriais. O hemograma completo tipicamente revela anemia microcítica e hipocrômica (VCM e HCM reduzidos). A ferritina sérica é o melhor indicador dos estoques de ferro, estando reduzida na deficiência. É crucial diferenciar de outras causas de anemia. A suspeita deve ser alta em crianças com dietas restritivas ou desequilibradas. O tratamento envolve a suplementação oral de ferro, geralmente sulfato ferroso, por um período de 3 a 6 meses, e a orientação dietética para aumentar a ingestão de alimentos ricos em ferro (carnes vermelhas, feijão, vegetais verde-escuros) e vitamina C (que melhora a absorção de ferro não-heme), além de limitar o consumo de leite de vaca. O prognóstico é bom com tratamento adequado, mas a prevenção é fundamental.
Os sinais incluem palidez cutaneomucosa, fadiga, irritabilidade, dificuldade de concentração e, em casos graves, pica. O exame físico pode revelar hipocromia.
O leite de vaca é pobre em ferro e, em grandes volumes, pode substituir alimentos ricos em ferro na dieta. Além disso, o cálcio e as proteínas do leite podem inibir a absorção de ferro não-heme e causar micro-hemorragias intestinais.
O diagnóstico é feito por hemograma completo (VCM, HCM baixos) e exames de ferro (ferritina sérica, ferro sérico). O tratamento envolve suplementação oral de ferro e orientação dietética.
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