UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2020
Em relação à anemia ferropriva na infância, considere as afirmativas a seguir.I. Em lactente nascido a termo, com peso adequado e aleitamento materno exclusivo, a suplementação de ferro deve se iniciar aos 12 meses e ir até os 24 meses de vida. II. A carência de ferro na infância pode ser deletéria para o seu desenvolvimento cognitivo, inclusive predispondo a cáries.III. Os sais ferrosos são eficazes na correção da hemoglobina e na reposição dos estoques de ferro, apresentam baixo custo e rápida absorção (difusão ativa e passiva, no duodeno), porém apresentam mais reações adversas quando comparadas a outras apresentações de ferro. IV. Dentre as vantagens importantes do uso do sal ferroso no tratamento da anemia ferropriva estão a maior quantidade de ferro absorvida que pode ultrapassar a capacidade de saturação da transferrina, levando à presença de ferro não ligado à transferrina (NTBI, non-transferrin- bound iron) e, sobretudo, do ferro livre plasmático (LPI, labile plasma iron).Assinale a alternativa correta.
Anemia ferropriva na infância → Impacto cognitivo, sais ferrosos eficazes mas com EAs, suplementação inicia < 6 meses.
A carência de ferro na infância tem sérias consequências no desenvolvimento neurocognitivo. Sais ferrosos são eficazes e de baixo custo, mas podem causar efeitos gastrointestinais. A suplementação em lactentes a termo e aleitamento exclusivo deve iniciar entre 3-6 meses, não aos 12 meses.
A anemia ferropriva é a deficiência nutricional mais comum na infância, com alta prevalência global. Ela é particularmente crítica em lactentes devido às altas demandas de ferro para o rápido crescimento e desenvolvimento. A importância de um diagnóstico e tratamento precoces é fundamental, pois a deficiência de ferro, mesmo sem anemia franca, pode ter consequências irreversíveis no desenvolvimento neurocognitivo e motor da criança, afetando a capacidade de aprendizado e o comportamento. As diretrizes atuais recomendam a suplementação profilática de ferro para lactentes em aleitamento materno exclusivo a partir dos 3-6 meses de idade, estendendo-se até os 24 meses, para garantir estoques adequados. O leite materno, embora seja o alimento ideal, não fornece quantidades suficientes de ferro após os primeiros meses de vida. A carência de ferro também pode influenciar a saúde bucal, predispondo a cáries. Os sais ferrosos, como o sulfato ferroso, são a base do tratamento devido à sua eficácia, baixo custo e boa absorção no duodeno. Contudo, são conhecidos por causar efeitos adversos gastrointestinais, que podem comprometer a adesão. Em doses elevadas, a absorção pode saturar a transferrina, levando à formação de ferro não ligado à transferrina (NTBI) e ferro plasmático lábil (LPI), que, embora permitam rápida reposição, podem ter potencial de toxicidade em excesso. É crucial monitorar a resposta ao tratamento e a tolerância para otimizar os resultados.
A suplementação de ferro em lactentes nascidos a termo, com peso adequado e em aleitamento materno exclusivo, deve iniciar-se entre 3 e 6 meses de vida, e não aos 12 meses, para prevenir a deficiência de ferro.
A carência de ferro na infância pode ter efeitos deletérios no desenvolvimento cognitivo, motor e comportamental, além de predispor a cáries e comprometer a imunidade, com consequências a longo prazo na saúde e aprendizado da criança.
Os sais ferrosos são eficazes na correção da hemoglobina e reposição de estoques, têm baixo custo e rápida absorção. No entanto, apresentam mais reações adversas gastrointestinais (náuseas, dor abdominal, constipação) em comparação com outras formulações de ferro.
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