Anemia Ferropriva em Idosos: Investigação de Neoplasia Colorretal

PMF - Prefeitura Municipal de Franca (SP) — Prova 2020

Enunciado

Paciente do sexo feminino, 78 anos, hígida até recentemente, encaminhada com queixa de astenia e palidez. Teve perda ponderal de 7 kg (>10% do peso) nos últimos 3 meses, embora mantenha boa aceitação alimentar. Nega também variação do hábito intestinal, embora tenha cólicas em região periumbilical de leve a moderada intensidade. Nega melena, hematêmese, hematoquezia, disfagia, dispnéia ou vômitos. Tem exames laboratoriais alterados: Hb 8,3; Ht 21%, pesquisa de sangue oculto nas fezes positiva. Considerando o perfil clínico e epidemiológico, a topografia mais provável de uma neoplasia neste caso é:

Alternativas

  1. A) esôfago;
  2. B) estômago;
  3. C) cólon ascendente;
  4. D) cólon sigmoide.

Pérola Clínica

Idosa com anemia ferropriva, perda ponderal e sangue oculto nas fezes → suspeitar de neoplasia de cólon ascendente.

Resumo-Chave

Em pacientes idosos, a anemia ferropriva de causa inexplicada, especialmente quando acompanhada de perda ponderal e pesquisa de sangue oculto nas fezes positiva, deve levantar forte suspeita de neoplasia gastrointestinal. Cânceres do cólon direito (ascendente) frequentemente se manifestam com anemia por sangramento crônico e insidioso, sem alterações marcantes do hábito intestinal, devido ao conteúdo fecal mais líquido nessa região.

Contexto Educacional

A anemia ferropriva em pacientes idosos é uma condição comum, mas nunca deve ser considerada fisiológica. Em muitos casos, é um sinal de sangramento gastrointestinal crônico, e a investigação de uma neoplasia maligna é imperativa. A perda ponderal inexplicada e a pesquisa de sangue oculto nas fezes positiva são fortes indicadores de malignidade, especialmente no trato gastrointestinal. O câncer colorretal é a terceira neoplasia mais comum e a segunda principal causa de morte por câncer globalmente. A fisiopatologia da anemia ferropriva em neoplasias colorretais está ligada ao sangramento crônico da lesão tumoral. Cânceres localizados no cólon direito (ascendente) são frequentemente mais insidiosos, crescendo para um tamanho considerável antes de causar sintomas óbvios. Eles tendem a sangrar cronicamente, levando à anemia ferropriva, fadiga e palidez, sem necessariamente causar obstrução ou alterações no hábito intestinal, devido ao maior diâmetro do lúmen e ao conteúdo fecal mais líquido. Cólicas periumbilicais podem ser um sintoma vago associado. O diagnóstico precoce do câncer colorretal é crucial para um melhor prognóstico. A investigação de uma anemia ferropriva em um idoso com sinais de alarme deve incluir colonoscopia e, se necessário, endoscopia digestiva alta. O tratamento dependerá do estágio da doença, mas geralmente envolve ressecção cirúrgica, quimioterapia e/ou radioterapia. A vigilância e o rastreamento são fundamentais para a detecção precoce em populações de risco.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de alarme para neoplasia gastrointestinal em idosos com anemia?

Sinais de alarme incluem anemia ferropriva de causa inexplicada, perda ponderal significativa e não intencional, pesquisa de sangue oculto nas fezes positiva, alteração do hábito intestinal, dor abdominal persistente, disfagia ou sangramento gastrointestinal visível.

Por que o cólon ascendente é uma topografia provável para neoplasia neste caso?

Neoplasias do cólon ascendente (direito) tendem a crescer e ulcerar, causando sangramento crônico e insidioso que leva à anemia ferropriva, sem necessariamente alterar o hábito intestinal ou causar sangramento visível, devido ao conteúdo fecal mais líquido e ao maior diâmetro do lúmen nessa região.

Qual a investigação recomendada para anemia ferropriva em idosos com suspeita de neoplasia?

A investigação deve incluir endoscopia digestiva alta e colonoscopia para rastrear fontes de sangramento no trato gastrointestinal superior e inferior. Exames de imagem como tomografia computadorizada podem ser úteis para estadiamento se uma lesão for identificada.

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