IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2024
O estado nutricional da gestante está relacionado com várias complicações obstétricas. Sobre o manejo nutricional durante a gravidez é correto afirmar que
Deficiência de ferro na gravidez → Anemia materna, PIG, prematuridade e ↑ risco sepse puerperal.
A deficiência de ferro é uma das carências nutricionais mais comuns na gravidez e está associada a uma série de desfechos adversos tanto para a mãe (anemia, maior risco de infecções como sepse puerperal) quanto para o feto (restrição de crescimento, prematuridade).
O estado nutricional da gestante é um pilar fundamental para o sucesso da gravidez e a saúde materno-infantil. Deficiências ou excessos nutricionais podem levar a diversas complicações obstétricas, como restrição de crescimento intrauterino, prematuridade, pré-eclâmpsia e diabetes gestacional, impactando a saúde da prole a longo prazo. A deficiência de ferro é a carência nutricional mais prevalente na gravidez, resultando em anemia ferropriva materna. Esta condição está associada a um risco aumentado de parto prematuro, baixo peso ao nascer, restrição de crescimento intrauterino (fetos pequenos para a idade gestacional), e maior suscetibilidade a infecções, incluindo sepse puerperal, devido à imunidade comprometida. O manejo nutricional adequado inclui orientações dietéticas, monitoramento do ganho de peso gestacional (que varia conforme o IMC pré-gestacional) e suplementação de micronutrientes essenciais, como ácido fólico e ferro. A suplementação de cálcio e vitamina D deve ser individualizada, baseada na ingestão dietética e nos níveis séricos, respectivamente, para prevenir complicações específicas.
Para gestantes com Índice de Massa Corpórea (IMC) entre 18,5 e 24,9 kg/m² (normal), o ganho de peso recomendado é de 11,5 a 16 kg durante toda a gravidez, conforme as diretrizes do Institute of Medicine (IOM).
A demanda por ferro aumenta significativamente na gravidez devido à expansão do volume sanguíneo materno, crescimento fetal e placentário. É essencial para prevenir anemia materna e suas complicações, além de garantir o desenvolvimento fetal adequado e a formação de hemoglobina.
A suplementação de vitamina D é indicada para gestantes com deficiência ou risco de deficiência, mas não é universalmente recomendada de rotina para todas as gestantes, a menos que haja indicação específica baseada em exames ou fatores de risco.
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