UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2025
Secundigesta, 39 anos de idade, 26 semanas, diabética gestacional controlada com dieta, vem à consulta de pré-natal. Hemoglobina de 10,9 g/dL, hematócrito 32%, VCM 78 fL, HCM 25 pg, ferritina 10 ng/mL, eletroforese de hemoglobina normal. Qual é a conduta mais adequada?
Gestante com Hb < 11 (2º tri) + ferritina < 15-30 ng/mL = Anemia ferropriva → tratar com 120-200 mg/dia de ferro elementar.
A anemia na gestação é definida por Hb < 11 g/dL no 1º/3º trimestre e < 10,5 g/dL no 2º. A ferritina sérica < 15-30 ng/mL confirma a deficiência de ferro, indicando reposição em dose terapêutica, não profilática.
A anemia ferropriva é a desordem hematológica mais comum durante a gestação, afetando uma parcela significativa das gestantes, especialmente em países em desenvolvimento. Sua ocorrência está associada a desfechos desfavoráveis, como parto prematuro, baixo peso ao nascer e aumento da morbimortalidade materna. A triagem universal com hemograma é recomendada no pré-natal. Fisiologicamente, a gravidez induz um estado de hemodiluição e aumenta a demanda por ferro em cerca de 1000 mg para suportar a expansão da massa eritrocitária materna e o desenvolvimento feto-placentário. O diagnóstico de anemia é estabelecido com hemoglobina < 11 g/dL no primeiro e terceiro trimestres e < 10,5 g/dL no segundo. A confirmação da etiologia ferropriva é feita pela dosagem de ferritina sérica, com valores < 15-30 ng/mL sendo diagnósticos. O tratamento de primeira linha consiste na reposição de ferro elementar por via oral, na dose de 120 a 200 mg/dia. A resposta ao tratamento deve ser monitorada com a contagem de reticulócitos em 7-10 dias e a repetição do hemograma em 4 semanas. A terapia parenteral é reservada para casos de anemia grave, intolerância oral ou falta de resposta ao tratamento convencional.
O diagnóstico se baseia na hemoglobina (Hb < 11 g/dL no 1º/3º trimestre; < 10,5 no 2º) associada a marcadores de deficiência de ferro, como ferritina sérica < 15-30 ng/mL, que é o indicador mais específico.
A dose terapêutica de ferro elementar é de 120 a 200 mg por dia, geralmente dividida em 1 a 3 tomadas. É fundamental diferenciar da dose profilática (30-60 mg/dia), que é insuficiente para corrigir a anemia.
O ferro parenteral é indicado em casos de anemia grave (Hb < 7-8 g/dL), intolerância gastrointestinal severa ao ferro oral, falha na resposta ao tratamento oral ou quando há necessidade de correção rápida, como no final do terceiro trimestre.
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