UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2021
Sobre anemia ferropriva, afirma-se:
Anemia ferropriva refratária → Investigar má absorção (Doença Celíaca) ou perda oculta (H. pylori).
A anemia ferropriva que não responde ao tratamento oral com ferro sugere má absorção ou perda sanguínea contínua e não identificada. Nesses casos, a investigação de condições como doença celíaca ou infecção por H. pylori é fundamental.
A anemia ferropriva é a deficiência nutricional mais comum no mundo, caracterizada pela redução dos estoques de ferro no organismo, levando à diminuição da produção de hemoglobina. Suas principais causas incluem perda sanguínea crônica (gastrointestinal, ginecológica), aumento da demanda (gravidez, crescimento) e ingestão ou absorção inadequada de ferro. O diagnóstico é feito pela combinação de hemograma (anemia microcítica e hipocrômica), ferritina sérica baixa, saturação de transferrina reduzida e capacidade total de ligação do ferro (TIBC) aumentada. O tratamento padrão é a reposição de ferro oral, preferencialmente em jejum e com vitamina C para otimizar a absorção. Quando a anemia ferropriva não responde ao tratamento oral, é crucial investigar causas de má absorção ou perda sanguínea oculta. Condições como doença celíaca (que causa atrofia das vilosidades intestinais e má absorção de nutrientes, incluindo ferro) e infecção crônica por Helicobacter pylori (que pode levar a gastrite atrófica, úlceras e micro-sangramentos, além de interferir na absorção de ferro) são etiologias importantes a serem pesquisadas nesse cenário.
As principais causas de anemia ferropriva refratária incluem má absorção de ferro (ex: doença celíaca, gastrite atrófica), perda sanguínea contínua não identificada (ex: infecção por H. pylori, angiodisplasias), aderência inadequada ao tratamento, doses insuficientes de ferro ou presença de condições inflamatórias crônicas que afetam o metabolismo do ferro.
A doença celíaca causa atrofia das vilosidades do intestino delgado, prejudicando a absorção de nutrientes, incluindo o ferro. A infecção por H. pylori pode levar a gastrite atrófica, hipocloridria (reduzindo a solubilidade do ferro) e micro-sangramentos crônicos, ambos contribuindo para a deficiência de ferro.
Para otimizar a absorção de ferro oral, recomenda-se a administração em jejum, cerca de uma hora antes das refeições, e a ingestão conjunta com vitamina C (ácido ascórbico), que aumenta a solubilidade e absorção do ferro. Deve-se evitar o consumo simultâneo de alimentos ricos em cálcio, chá, café e alguns medicamentos que inibem a absorção.
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