Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2025
Em relação a anemia ferropriva sem tratamento, o padrão laboratorial consiste em:
Anemia ferropriva → microcitose, hipocromia, RDW ↑, reticulócitos ↓.
A anemia ferropriva, sem tratamento, caracteriza-se por uma produção ineficaz de hemácias devido à falta de ferro. Isso se reflete em hemácias pequenas (microcitose) e pálidas (hipocromia), com grande variação de tamanho (RDW elevado) e baixa produção de novas células (reticulócitos diminuídos).
A anemia ferropriva é a deficiência nutricional mais comum no mundo, afetando milhões de pessoas, especialmente crianças e mulheres em idade fértil. Para residentes, o reconhecimento precoce e o manejo adequado dessa condição são cruciais, pois ela pode levar a comprometimento do desenvolvimento cognitivo, redução da capacidade de trabalho e aumento da morbidade. A compreensão do padrão laboratorial é a chave para o diagnóstico. O hemograma completo é a ferramenta inicial para o diagnóstico. Na anemia ferropriva sem tratamento, a medula óssea não consegue produzir hemácias de forma eficaz devido à escassez de ferro, um componente essencial da hemoglobina. Isso resulta em hemácias menores que o normal (microcitose, VCM baixo) e com menor conteúdo de hemoglobina (hipocromia, HCM baixo). A heterogeneidade no tamanho das hemácias, refletindo diferentes estágios de deficiência de ferro, leva a um RDW (amplitude de distribuição dos glóbulos vermelhos) elevado. Além disso, a contagem de reticulócitos, que são hemácias jovens, geralmente está diminuída ou normal baixa, indicando uma resposta medular inadequada à anemia. A confirmação diagnóstica envolve a avaliação dos estoques de ferro, como ferritina sérica (baixa) e saturação de transferrina (baixa), juntamente com a capacidade total de ligação do ferro (TIBC) elevada. O tratamento consiste na reposição de ferro, que deve ser acompanhada de perto para monitorar a resposta e identificar a causa subjacente da deficiência.
Os principais parâmetros são VCM (volume corpuscular médio) e HCM (hemoglobina corpuscular média) diminuídos (microcitose e hipocromia), RDW (amplitude de distribuição dos glóbulos vermelhos) elevado e contagem de reticulócitos diminuída.
O RDW elevado reflete a anisocitose, ou seja, a grande variação no tamanho das hemácias. Na anemia ferropriva, há uma mistura de hemácias normais e microcíticas recém-produzidas, resultando em uma distribuição heterogênea de tamanhos.
Ambas apresentam microcitose e hipocromia. No entanto, na anemia ferropriva, o RDW é tipicamente elevado e os reticulócitos são baixos. Na talassemia menor, o RDW é geralmente normal e os reticulócitos podem ser normais ou levemente elevados. A ferritina sérica é baixa na ferropriva e normal/elevada na talassemia.
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