Anemia Ferropriva: Achados Laboratoriais Essenciais

UFCG/HUAC - Hospital Universitário Alcides Carneiro - Campina Grande (PB) — Prova 2020

Enunciado

A anemia ferropriva é um problema de saúde pública mundial de alta prevalência nos países em desenvolvimento. Os achados laboratoriais que sugerem anemia carencial por deficiência de ferro são:

Alternativas

  1. A) VCM diminuído, ferro sérico e ferritina reduzida.
  2. B) VCM elevado, RDW normal, plaquetas diminuídas.
  3. C) VCM diminuído, RDW elevado, plaquetopenia.
  4. D) VCM normal, ferro sérico baixo, ferritina elevada.
  5. E) VCM aumentado, ferritina baixa e reticulócitos aumentados.

Pérola Clínica

Anemia ferropriva → VCM ↓, Ferritina ↓, Ferro sérico ↓, CTFL ↑, RDW ↑.

Resumo-Chave

A anemia ferropriva é caracterizada por microcitose (VCM diminuído) e hipocromia. Laboratorialmente, os achados clássicos incluem ferro sérico baixo, ferritina sérica (reserva de ferro) reduzida, e capacidade total de ligação do ferro (CTLF) aumentada, além de um RDW (amplitude de distribuição dos glóbulos vermelhos) frequentemente elevado devido à anisocitose.

Contexto Educacional

A anemia ferropriva é a deficiência nutricional mais comum no mundo, afetando predominantemente mulheres em idade fértil, crianças e idosos. É caracterizada pela produção insuficiente de hemoglobina devido à escassez de ferro, resultando em hemácias microcíticas e hipocrômicas. O diagnóstico precoce é fundamental para prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Os achados laboratoriais são a chave para o diagnóstico. O hemograma completo revela anemia (hemoglobina e hematócrito baixos), com VCM (volume corpuscular médio) diminuído, indicando microcitose, e HCM (hemoglobina corpuscular média) diminuído, indicando hipocromia. O RDW (amplitude de distribuição dos glóbulos vermelhos) costuma estar elevado, refletindo a anisocitose. A avaliação do metabolismo do ferro é crucial: ferro sérico baixo, ferritina sérica (principal marcador dos estoques de ferro) reduzida e capacidade total de ligação do ferro (CTLF) elevada são os pilares diagnósticos. O tratamento da anemia ferropriva envolve a identificação e correção da causa subjacente da deficiência de ferro (ex: sangramento gastrointestinal, má absorção) e a reposição de ferro, geralmente com sulfato ferroso oral. A resposta ao tratamento é monitorada pela elevação da hemoglobina e reticulócitos. É importante diferenciar a anemia ferropriva de outras anemias microcíticas, como talassemias e anemia de doença crônica, que podem ter perfis de ferro diferentes.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais parâmetros laboratoriais alterados na anemia ferropriva?

Na anemia ferropriva, espera-se encontrar VCM diminuído (microcitose), hemoglobina e hematócrito reduzidos, ferro sérico baixo, ferritina sérica baixa e capacidade total de ligação do ferro (CTLF) elevada.

Por que a ferritina é um bom marcador para deficiência de ferro?

A ferritina sérica reflete os estoques de ferro do corpo. Níveis baixos de ferritina são o indicador mais sensível e específico de deficiência de ferro, mesmo antes do desenvolvimento da anemia franca.

O que significa VCM diminuído e RDW elevado na anemia ferropriva?

VCM diminuído indica que os glóbulos vermelhos são menores que o normal (microcitose). RDW elevado (amplitude de distribuição dos glóbulos vermelhos) sugere anisocitose, ou seja, grande variação no tamanho das hemácias, um achado comum na anemia ferropriva devido à produção de hemácias de tamanhos variados.

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