UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2020
No estado carencial de ferro é comum o seguinte achado no hemograma:
Anemia ferropriva → microcitose, hipocromia, VCM ↓, RDW ↑, e frequentemente trombocitose reacional.
A anemia ferropriva é caracterizada por microcitose e hipocromia, ou seja, diminuição do VCM e do HCM. O RDW (amplitude de distribuição dos eritrócitos) geralmente está aumentado devido à variação no tamanho das hemácias. A trombocitose reacional é um achado comum na deficiência de ferro, especialmente em casos mais graves, devido à estimulação da medula óssea.
A anemia ferropriva é a deficiência nutricional mais comum no mundo, afetando milhões de pessoas, especialmente mulheres em idade fértil e crianças. É caracterizada pela diminuição da hemoglobina devido à falta de ferro, essencial para a síntese do heme. O diagnóstico é feito com base na história clínica, exame físico e, principalmente, nos achados laboratoriais do hemograma e exames complementares do metabolismo do ferro. No hemograma, os achados clássicos da anemia ferropriva incluem anemia microcítica e hipocrômica, ou seja, diminuição do Volume Corpuscular Médio (VCM) e da Hemoglobina Corpuscular Média (HCM). Além disso, é comum observar um aumento da Amplitude de Distribuição dos Eritrócitos (RDW), indicando anisocitose. Um achado frequentemente presente, e muitas vezes surpreendente para estudantes, é a trombocitose reacional, onde a contagem de plaquetas está elevada devido à estimulação da medula óssea. O tratamento da anemia ferropriva envolve a identificação e correção da causa subjacente da deficiência de ferro, além da suplementação de ferro oral ou, em casos selecionados, intravenosa. O monitoramento do hemograma e dos parâmetros de ferro é crucial para avaliar a resposta ao tratamento. Residentes devem estar aptos a interpretar esses achados para um diagnóstico e manejo eficazes.
Na anemia ferropriva, os principais achados são: diminuição do VCM (microcitose), diminuição do HCM (hipocromia), diminuição da hemoglobina e hematócrito, e aumento do RDW (anisocitose). A contagem de plaquetas pode estar normal ou elevada (trombocitose reacional).
A trombocitose na anemia ferropriva é geralmente reacional. A deficiência de ferro pode levar a uma estimulação da medula óssea, que, além de tentar compensar a produção de eritrócitos, também pode aumentar a produção de plaquetas.
O RDW (Red Cell Distribution Width) mede a variação no tamanho das hemácias. Um RDW aumentado na anemia ferropriva indica anisocitose, ou seja, a presença de hemácias de diferentes tamanhos, refletindo a tentativa da medula óssea de produzir novas hemácias em um ambiente de deficiência de ferro.
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