CEREM - Comissão Estadual de Residência Médica do Mato Grosso do Sul — Prova 2015
Em relação às Anemias Carenciais, podemos afirmar que,
Anemia ferropriva: ferritina ↓, ferro sérico ↓, CTFL ↑, saturação transferrina ↓. Fatores risco infantil: baixo peso, desmame precoce, dieta pobre em ferro.
A anemia ferropriva é a carência nutricional mais comum, com diagnóstico laboratorial característico de ferro sérico e ferritina baixos, capacidade total de ligação de ferro (CTLF) elevada e saturação de transferrina baixa. Fatores como baixo peso ao nascer, desmame precoce e dieta inadequada são cruciais na etiologia em crianças. As talassemias são microcíticas, não macrocíticas.
As anemias carenciais representam um grupo significativo de distúrbios hematológicos, sendo a anemia ferropriva a mais prevalente globalmente. Compreender seus aspectos diagnósticos e etiológicos é fundamental para a prática médica. A anemia ferropriva é caracterizada laboratorialmente por uma tríade de ferro sérico e ferritina baixos, acompanhada de uma capacidade total de ligação de ferro (CTLF) elevada e saturação de transferrina reduzida, refletindo a tentativa do organismo de compensar a deficiência. Em crianças, a anemia ferropriva é um problema de saúde pública, com fatores de risco bem estabelecidos como baixo peso ao nascer, desmame precoce do aleitamento materno exclusivo e uma dieta complementar com baixa disponibilidade de ferro. A prevenção e o tratamento precoce são cruciais para o desenvolvimento cognitivo e físico. É importante diferenciar as anemias carenciais de outras causas de anemia, como as talassemias, que são microcíticas e não macrocíticas, ao contrário da deficiência de B12. Além da anemia ferropriva, outras anemias carenciais incluem a deficiência de vitamina B12 e folato, que causam anemias macrocíticas megaloblásticas. O conhecimento sobre as contraindicações de certos medicamentos em anemias hemolíticas, como o uso de sulfa e quinolonas em esferocitose hereditária, também é um ponto importante para a segurança do paciente e a prevenção de crises hemolíticas.
Os principais marcadores incluem ferro sérico baixo, ferritina sérica baixa (reflete os estoques de ferro), capacidade total de ligação de ferro (CTLF) elevada e saturação de transferrina baixa. O VCM (volume corpuscular médio) geralmente é baixo, indicando anemia microcítica.
Em crianças, os fatores de risco incluem baixo peso ao nascimento, desmame precoce (antes dos 6 meses), introdução tardia de alimentos ricos em ferro, dieta com baixa disponibilidade de ferro, e perdas sanguíneas crônicas (ex: parasitoses intestinais).
As anemias macrocíticas são caracterizadas por um VCM elevado e incluem principalmente a anemia megaloblástica (causada por deficiência de vitamina B12 ou folato) e anemias não megaloblásticas (como doenças hepáticas, hipotireoidismo, mielodisplasia e alcoolismo). As talassemias, por outro lado, são anemias microcíticas.
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