HVC - Hospital Vera Cruz (SP) — Prova 2025
Mulher, de 34 anos de idade, comparece ao ambulatório com queixa de episódios de tontura e lipotímia recorrentes, desencadeados principalmente aos esforços, há 2 meses. Nega sintomas semelhantes no passado ou diagnóstico de doenças previamente. No interrogatório sobre os diferentes aparelhos, sua única queixa foi de fluxo menstrual intenso, com duração de 8 dias e presença de coágulos nos 4 primeiros dias. Ao exame, apresenta pressão arterial de 100x70mmHg, frequência cardíaca de 105bpm, frequência respiratória de 20irpm e saturação de oxigênio de 98% em ar ambiente. Foram vistas mucosas descoradas (2+/4+) e queilite angular. Sem outras alterações. Trouxe exames complementares, que evidenciaram: Qual é o diagnóstico etiológico mais provável para o quadro da paciente?
Menorragia + tontura/lipotímia + mucosas descoradas + queilite angular → Anemia ferropriva.
A anemia ferropriva é a causa mais comum de anemia em mulheres em idade fértil, frequentemente devido a perdas sanguíneas crônicas, como a menorragia. A queilite angular é um sinal clássico de deficiência de ferro, e os sintomas como tontura e lipotímia são decorrentes da hipóxia tecidual.
A anemia ferropriva é a deficiência nutricional mais comum no mundo e a principal causa de anemia, especialmente prevalente em mulheres em idade fértil devido a perdas sanguíneas menstruais. Outras causas incluem sangramentos gastrointestinais, má absorção de ferro e aumento da demanda (gravidez, crescimento). O diagnóstico e tratamento precoces são fundamentais para melhorar a qualidade de vida do paciente e prevenir complicações. A fisiopatologia envolve o esgotamento das reservas de ferro, essencial para a síntese de hemoglobina. A redução da hemoglobina leva à diminuição da capacidade de transporte de oxigênio, resultando em hipóxia tecidual e manifestações clínicas como fadiga, palidez, tontura e lipotímia. Sinais específicos como queilite angular (rachaduras nos cantos da boca) e coiloníquia são indicativos de deficiência crônica de ferro. A abordagem diagnóstica inclui hemograma completo, que tipicamente revela anemia microcítica e hipocrômica. Exames específicos para o metabolismo do ferro, como ferritina sérica (baixa), ferro sérico (baixo) e saturação de transferrina (baixa), confirmam a deficiência. O tratamento consiste na reposição de ferro, geralmente por via oral, e na investigação e tratamento da causa subjacente da perda de ferro, como a menorragia. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado.
Os principais sintomas da anemia ferropriva incluem fadiga, palidez, dispneia aos esforços, tontura, lipotímia, cefaleia, irritabilidade, e sinais específicos como queilite angular, coiloníquia (unhas em colher) e pica (desejo por substâncias não nutritivas).
A menorragia, ou fluxo menstrual intenso e prolongado, leva à perda crônica de sangue. Essa perda excede a capacidade do corpo de absorver ferro da dieta, esgotando as reservas de ferro e resultando em deficiência e, consequentemente, anemia ferropriva.
O diagnóstico de anemia ferropriva é confirmado por exames como hemograma (anemia microcítica e hipocrômica), ferritina sérica baixa (principal marcador de reserva de ferro), ferro sérico baixo, capacidade total de ligação do ferro (TIBC) elevada e saturação de transferrina reduzida.
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