Anemia Ferropriva: Diagnóstico e Marcadores de Ferro

SISE-SUS/TO - Sistema de Saúde do Tocantins — Prova 2020

Enunciado

Mulher de 45 anos procura a Unidade Básica de Saúde queixando de astenia e sonolência. Apresenta uma incontrolável vontade de comer macarrão cru e gelo mesmo com ardência na língua, queda de cabelo e unhas fracas. Refere menstruação regular com fluxo abundante. Exame físico apresentando palidez cutâneo mucosa 2+/4+, atrofia de papilas linguais, estomatite angular, sopro sistólico de ejeção 1+/4+. Não há edema de extremidades, pulsos palpáveis e simétricos, aparelho respiratório sem alterações. Série vermelha apresentando microcitose, hipocromia e RDW aumentado. Com base na história clínica e exame físico podemos afirmar que:

Alternativas

  1. A) Podemos pensar em anemia megaloblástica devendo incluir a dosagem de vitamina B12 e ácido fólico.
  2. B) Os exames que fazem parte da investigação inicial são hemograma com contagem de plaquetas e coagulograma.
  3. C) O exame laboratorial que reflete a adequada reserva de ferro é Ferritina.
  4. D) Diante de uma anemia ferropriva podemos observar a normalização da hemoglobina após a reposição de ferro em cinco meses.

Pérola Clínica

Anemia ferropriva: Pica, atrofia papilas, estomatite angular, microcitose, hipocromia. Ferritina = reserva de ferro.

Resumo-Chave

A anemia ferropriva é a causa mais comum de anemia, especialmente em mulheres em idade fértil devido à menorragia. A pica (desejo por substâncias não nutritivas como gelo ou terra) e a pagofagia são sintomas clássicos, assim como as alterações tróficas (unhas, língua, cabelo). O hemograma mostra microcitose e hipocromia, e a ferritina é o melhor marcador das reservas de ferro.

Contexto Educacional

A anemia ferropriva é a deficiência nutricional mais comum globalmente, afetando principalmente mulheres em idade fértil, crianças e idosos. Sua importância clínica reside no impacto significativo na qualidade de vida, desempenho cognitivo e capacidade física, sendo um tema recorrente em provas de residência e na prática ambulatorial. O diagnóstico da anemia ferropriva baseia-se na história clínica, exame físico e exames laboratoriais. Sintomas como astenia, palidez, pica (desejo por gelo ou terra), pagofagia, coiloníquia, glossite e estomatite angular são altamente sugestivos. O hemograma revela anemia microcítica e hipocrômica, com VCM e HCM reduzidos e RDW elevado. A ferritina sérica é o marcador mais confiável das reservas de ferro, sendo o primeiro a diminuir na deficiência de ferro. O tratamento consiste na reposição de ferro, geralmente por via oral, com acompanhamento laboratorial para monitorar a resposta. A normalização da hemoglobina pode levar alguns meses, mas a reposição deve ser mantida por mais tempo para restaurar as reservas de ferro. É crucial investigar a causa da perda de ferro, especialmente em homens e mulheres pós-menopausa, para descartar sangramentos gastrointestinais ou outras condições subjacentes.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da anemia ferropriva?

Os sinais e sintomas incluem astenia, palidez cutaneomucosa, pica (desejo por gelo ou terra), pagofagia, unhas fracas (coiloníquia), queda de cabelo, ardência na língua (glossite) e estomatite angular.

Qual o papel da ferritina no diagnóstico da anemia ferropriva?

A ferritina sérica é o melhor indicador das reservas de ferro do organismo. Níveis baixos de ferritina (<30 ng/mL) confirmam a deficiência de ferro, mesmo antes do desenvolvimento da anemia, sendo o primeiro marcador a diminuir.

Como o hemograma se apresenta na anemia ferropriva?

O hemograma tipicamente revela anemia microcítica e hipocrômica, com volume corpuscular médio (VCM) e hemoglobina corpuscular média (HCM) diminuídos, e um RDW (amplitude de distribuição dos glóbulos vermelhos) frequentemente elevado, indicando anisocitose.

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