UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2022
Mulher, 30 anos de idade, G6P5A1, apresenta queda de cabelos, unhas quebradiças e intensa fraqueza. O hemograma evidenciou: Hb = 3,5 g/dL e plaquetas = 750.000/mm³, além de saturação da transferrina de 6%. O diagnóstico mais provável é
Anemia microcítica hipocrômica grave + saturação transferrina ↓ + trombocitose reacional → Anemia Ferropriva.
A anemia ferropriva é a deficiência nutricional mais comum, especialmente em mulheres em idade fértil e multíparas, devido à perda crônica de ferro. A tríade de sintomas (queda de cabelo, unhas quebradiças, fraqueza), hemoglobina muito baixa, saturação de transferrina extremamente reduzida e trombocitose reacional são achados clássicos que confirmam o diagnóstico.
A anemia ferropriva é a deficiência nutricional mais prevalente globalmente, especialmente em mulheres em idade fértil devido a perdas menstruais e gestações múltiplas, como no caso de uma G6P5A1. A deficiência de ferro leva à produção de eritrócitos menores e com menos hemoglobina (anemia microcítica e hipocrômica), resultando em sintomas como fraqueza, fadiga, queda de cabelos e unhas quebradiças (coiloníquia). O diagnóstico é confirmado por exames laboratoriais que mostram hemoglobina baixa, VCM e HCM reduzidos, ferritina sérica baixa (o melhor indicador de estoques de ferro) e saturação da transferrina diminuída. No caso apresentado, uma saturação de transferrina de 6% é extremamente baixa e altamente indicativa de deficiência severa de ferro. Um achado importante e frequentemente mal interpretado na anemia ferropriva grave é a trombocitose reacional (plaquetas elevadas). A deficiência de ferro pode estimular a produção de trombopoetina, levando ao aumento da contagem de plaquetas. É crucial diferenciar essa trombocitose reacional de síndromes mieloproliferativas crônicas, o que é feito pela avaliação dos parâmetros do ferro. O tratamento consiste na reposição de ferro, geralmente por via oral, com acompanhamento da resposta hematológica.
As manifestações incluem fraqueza, fadiga, palidez, dispneia, taquicardia, queda de cabelo, unhas quebradiças (coiloníquia), glossite, queilite angular e pica.
A trombocitose na anemia ferropriva é um fenômeno reacional. A deficiência de ferro pode estimular a produção de trombopoetina, levando a um aumento na contagem de plaquetas, que geralmente se normaliza com a reposição de ferro.
A saturação da transferrina é um indicador sensível da disponibilidade de ferro. Valores muito baixos (<15-20%) são altamente sugestivos de deficiência de ferro, indicando que há pouco ferro disponível para ser transportado pela transferrina.
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