HOA - Hospital Oftalmológico do Acre - Rio Branco — Prova 2020
Paciente do sexo feminino, 26 anos, apresenta queixa de fadiga e dispneia aos esforços. Apresenta pressão arterial de 115/70 mmHg e a frequência cardíaca de 110 bpm. Ao se levantar, a pressão arterial cai para 95/55 mmHg e a frequência cardíaca se eleva para 128 bpm. O hemograma apresenta hemoglobina de 7,8 g/dL, volume corpuscular médio de 74 fL, leucometria de 4.300/µL e contagem de plaquetas de 395.000/µL. Assinale a alternativa CORRETA, que apresenta a hipótese diagnóstica mais provável.
Mulher jovem com fadiga, dispneia, hipotensão postural, taquicardia e VCM baixo → Anemia Ferropriva.
A anemia ferropriva é a causa mais comum de anemia microcítica e hipocrômica, especialmente em mulheres jovens. Os sintomas como fadiga, dispneia e alterações hemodinâmicas (taquicardia, hipotensão postural) são reflexo da baixa capacidade de transporte de oxigênio e da tentativa de compensação cardiovascular.
A anemia ferropriva é a deficiência nutricional mais comum no mundo e a principal causa de anemia, especialmente em mulheres em idade fértil devido à perda sanguínea menstrual e gestações. É caracterizada pela diminuição da produção de hemoglobina devido à falta de ferro, essencial para a eritropoiese. Sua importância clínica reside nos impactos significativos na qualidade de vida, desempenho físico e cognitivo, e no risco de descompensação cardiovascular em casos graves. O diagnóstico da anemia ferropriva é feito pela combinação de achados clínicos e laboratoriais. Clinicamente, os pacientes frequentemente apresentam fadiga, dispneia aos esforços, palidez, tontura e, em casos mais avançados, taquicardia e hipotensão postural como mecanismos compensatórios à hipóxia tecidual. Laboratorialmente, o hemograma revela anemia microcítica (VCM baixo) e hipocrômica (HCM baixa), com hemoglobina reduzida. Exames complementares como ferritina sérica (baixa), saturação de transferrina (baixa) e capacidade total de ligação do ferro (alta) confirmam a deficiência de ferro. O tratamento consiste na reposição de ferro, preferencialmente por via oral, com acompanhamento da resposta hematológica. É crucial investigar e tratar a causa subjacente da deficiência de ferro, como sangramento gastrointestinal ou perdas menstruais excessivas. A educação do paciente sobre dieta rica em ferro e a importância da adesão ao tratamento são fundamentais para a recuperação e prevenção de recidivas. O manejo adequado da anemia ferropriva é um pilar na prática clínica geral e na saúde da mulher.
Os sintomas mais comuns incluem fadiga, fraqueza, dispneia aos esforços, palidez cutaneomucosa, tontura, cefaleia, palpitações e, em casos mais graves, taquicardia e hipotensão postural. Podem ocorrer também pica, coiloníquia e glossite.
O hemograma tipicamente revela hemoglobina e hematócrito reduzidos. Caracteristicamente, a anemia ferropriva é microcítica (Volume Corpuscular Médio - VCM baixo, < 80 fL) e hipocrômica (Hemoglobina Corpuscular Média - HCM baixa), com RDW (Red Cell Distribution Width) geralmente elevado.
A anemia crônica leva à redução da capacidade de transporte de oxigênio, o que o corpo tenta compensar aumentando o débito cardíaco (taquicardia) e redistribuindo o fluxo sanguíneo. A hipotensão postural pode ocorrer devido à diminuição do volume intravascular efetivo e à falha dos mecanismos compensatórios em manter a pressão arterial em pé.
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