AFAMCI - Hospital dos Plantadores de Cana (RJ) — Prova 2015
Durante o tratamento da anemia ferropriva, a normalização dos exames laboratoriais ocorre na seguinte ordem, iniciando do primeiro a apresentar recuperação até o último:
Recuperação anemia ferropriva: Ferro sérico → Hemoglobina → VCM → Ferritina.
Durante o tratamento da anemia ferropriva, a recuperação dos parâmetros laboratoriais não é simultânea. O ferro sérico e a saturação da transferrina são os primeiros a se normalizar, seguidos pela elevação da hemoglobina. O VCM (volume corpuscular médio) se normaliza mais lentamente, e a ferritina (reservas de ferro) é o último parâmetro a se reestabelecer.
A anemia ferropriva é a deficiência nutricional mais comum no mundo, caracterizada pela redução da hemoglobina devido à falta de ferro, essencial para a síntese do heme. Afeta principalmente crianças, mulheres em idade fértil e gestantes, sendo suas causas mais comuns a perda sanguínea crônica e a ingestão inadequada. O diagnóstico é feito pela combinação de hemograma (anemia microcítica e hipocrômica), ferro sérico baixo, saturação da transferrina baixa e ferritina sérica reduzida. O tratamento consiste na reposição de ferro, geralmente por via oral, por um período prolongado para reverter a anemia e repor os estoques. O monitoramento do tratamento é crucial. A resposta inicial é vista com a reticulocitose (pico em 5-10 dias). A hemoglobina começa a subir em 2-4 semanas, e o VCM se normaliza mais tardiamente. A ferritina é o último parâmetro a se recuperar, indicando a repleção dos estoques de ferro, e o tratamento deve ser mantido por 3-6 meses após a normalização da hemoglobina para garantir a reposição completa das reservas e prevenir recidivas.
O ferro sérico e a saturação da transferrina são os primeiros exames a se normalizar, indicando a disponibilidade de ferro para a eritropoiese, geralmente em poucos dias após o início da suplementação.
A ferritina reflete as reservas de ferro do organismo. Para que ela se normalize, é necessário que haja reposição não apenas do ferro funcional, mas também do ferro de estoque, o que leva mais tempo, exigindo tratamento prolongado.
O VCM reflete o tamanho das hemácias. Sua normalização indica que novas hemácias estão sendo produzidas com estoque de ferro adequado, mas é um processo mais lento que a elevação da hemoglobina, pois depende da substituição das hemácias antigas.
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