IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2022
Um escolar de 9 anos é trazido à Unidade Básica de Saúde pela mãe com queixa de cansaço, má aceitação alimentar e baixo rendimento escolar. A mãe refere que a criança é muito seletiva na aceitação alimentar. O peso e a estatura estão no percentil 10%, mas se apresenta hipocorada (++/4+), com FC = 110bpm e FR = 26irpm, sem outras alterações. Considerando essas informações, a alteração mais provável do hemograma é:
Criança com seletividade alimentar, hipocromia e cansaço → Anemia ferropriva (hipocrômica, microcítica, anisocitose).
A anemia ferropriva é a deficiência nutricional mais comum em crianças, frequentemente associada à seletividade alimentar e dieta inadequada. Os sintomas incluem cansaço, palidez e baixo rendimento escolar. No hemograma, classicamente, manifesta-se como anemia hipocrômica e microcítica, com a presença de anisocitose (variação no tamanho das hemácias).
A anemia ferropriva é a deficiência nutricional mais prevalente em crianças em idade escolar, com sérias implicações para o desenvolvimento cognitivo, físico e imunológico. A ingestão inadequada de ferro, muitas vezes associada à seletividade alimentar ou dietas restritivas, é a principal causa. Os sintomas são frequentemente inespecíficos, como cansaço, palidez, irritabilidade e baixo rendimento escolar, o que pode atrasar o diagnóstico se não houver alta suspeição clínica. O diagnóstico da anemia ferropriva é confirmado pelo hemograma. As alterações clássicas incluem hemoglobina e hematócrito reduzidos. Mais especificamente, a anemia ferropriva é caracterizada por ser microcítica (VCM reduzido) e hipocrômica (HCM e CHCM reduzidos), refletindo a incapacidade de produzir hemoglobina adequadamente devido à falta de ferro. A presença de anisocitose, medida pelo RDW (Red Cell Distribution Width) elevado, é um achado precoce e sensível, indicando variação no tamanho das hemácias. Para residentes, é fundamental reconhecer o quadro clínico sugestivo de anemia ferropriva em crianças e saber interpretar as alterações do hemograma. O tratamento envolve a suplementação de ferro e a orientação dietética, visando corrigir a deficiência e prevenir complicações a longo prazo. A identificação e o tratamento precoces são cruciais para reverter os impactos negativos na saúde e no desenvolvimento da criança.
Os sintomas incluem cansaço, fadiga, palidez cutaneomucosa, irritabilidade, dificuldade de concentração, baixo rendimento escolar, taquicardia e, em casos graves, dispneia. A seletividade alimentar e a pica (desejo de comer substâncias não nutritivas) também podem estar presentes.
A deficiência de ferro impede a síntese adequada de hemoglobina. Sem hemoglobina suficiente, as hemácias se tornam menores (microcíticas) e mais pálidas (hipocrômicas), pois a hemoglobina é responsável pela cor vermelha e pelo volume das células.
A anisocitose, que é a variação no tamanho das hemácias, é um achado comum na anemia ferropriva. Ela reflete a tentativa da medula óssea de produzir hemácias de diferentes tamanhos para compensar a deficiência, sendo um indicador precoce de alteração na eritropoiese.
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