UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2015
Paciente de 18 anos, sexo feminino, vem a consulta devido a astenia, trazendo hemograma com anemia hipocrômica, microcítica e com RDW elevado. O resultado esperado numa investigação complementar seria:
Anemia hipocrômica microcítica + RDW ↑ → Anemia ferropriva, investigar ferro e ferritina.
A anemia hipocrômica microcítica com RDW elevado é o padrão laboratorial clássico da anemia ferropriva. Níveis baixos de ferro sérico e, principalmente, de ferritina (que reflete os estoques de ferro), confirmam o diagnóstico.
A anemia ferropriva é a deficiência nutricional mais comum no mundo, afetando predominantemente mulheres em idade fértil e crianças. É caracterizada pela produção insuficiente de hemoglobina devido à escassez de ferro, essencial para sua síntese. Clinicamente, manifesta-se por astenia, fadiga, palidez e, em casos graves, dispneia e taquicardia. O diagnóstico laboratorial da anemia ferropriva é baseado no hemograma, que revela anemia hipocrômica e microcítica (VCM e HCM baixos), e um RDW (Red Cell Distribution Width) elevado, indicando anisocitose. A confirmação é feita pela avaliação do metabolismo do ferro, com níveis baixos de ferro sérico, saturação de transferrina e, crucialmente, ferritina sérica. A capacidade total de ligação do ferro (TIBC) geralmente está elevada. O tratamento consiste na reposição de ferro, preferencialmente por via oral, com sulfato ferroso. É fundamental identificar e tratar a causa subjacente da deficiência de ferro, seja por sangramento (menstrual, gastrointestinal) ou ingestão/absorção inadequada. A resposta ao tratamento é monitorada pela elevação da hemoglobina e normalização dos parâmetros do ferro.
A anemia ferropriva tipicamente se apresenta como anemia hipocrômica (hemácias pálidas) e microcítica (hemácias pequenas), com volume corpuscular médio (VCM) e hemoglobina corpuscular média (HCM) baixos. O RDW (amplitude de distribuição dos glóbulos vermelhos) geralmente está elevado.
A ferritina sérica é o principal marcador dos estoques de ferro no organismo. Níveis baixos de ferritina (<30 ng/mL) são altamente sugestivos de deficiência de ferro, mesmo antes do desenvolvimento completo da anemia.
Em mulheres jovens, as causas mais comuns de anemia ferropriva incluem sangramento menstrual excessivo (menorragia), gravidez, dietas vegetarianas/veganas inadequadas e, menos frequentemente, sangramento gastrointestinal oculto.
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