HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2023
Mulher de 30 anos tem mioma uterino e hipermenorreia há alguns anos, evoluindo com cansaço, astenia e adinamia. Os exames de laboratório mostram anemia, com hemoglobina: 9,5g/dL, que, nesse caso, deve ser caracterizada por:
Anemia ferropriva por hipermenorreia → ferritina ↓, reticulócitos ↓, VGM < 80 fL.
A anemia por deficiência de ferro, comum em mulheres com hipermenorreia devido a miomas, é caracterizada laboratorialmente por baixos níveis de ferritina (reservas de ferro), reticulócitos diminuídos (produção medular comprometida) e volume globular médio (VGM) abaixo de 80 fL, indicando hemácias microcíticas.
A anemia ferropriva é a deficiência nutricional mais comum no mundo, afetando principalmente mulheres em idade fértil devido à perda sanguínea menstrual. É crucial para residentes e estudantes de medicina compreenderem sua etiologia, fisiopatologia e diagnóstico laboratorial preciso, pois é uma condição frequentemente encontrada na prática clínica e em provas de residência. A hipermenorreia, muitas vezes causada por miomas uterinos, é uma das principais causas de perda crônica de sangue em mulheres, levando ao esgotamento das reservas de ferro e, consequentemente, à anemia. O diagnóstico laboratorial da anemia ferropriva baseia-se na tríade de hemoglobina baixa, microcitose (VGM < 80 fL) e hipocromia (CHCM baixa). No entanto, a confirmação da deficiência de ferro requer a avaliação das reservas, sendo a ferritina sérica o marcador mais sensível e específico. Níveis de ferritina diminuídos, juntamente com reticulócitos baixos (indicando falha na produção de novas hemácias devido à falta de matéria-prima), são característicos. O tratamento envolve a identificação e correção da causa subjacente da perda de sangue, como o manejo do mioma uterino, e a reposição de ferro, geralmente por via oral. A resposta ao tratamento é monitorada pela elevação da hemoglobina e normalização dos parâmetros eritrocitários e das reservas de ferro. A compreensão desses aspectos é fundamental para o manejo adequado e a prevenção de complicações em pacientes com anemia ferropriva.
Os principais marcadores incluem hemoglobina baixa, volume globular médio (VGM) abaixo de 80 fL (microcitose), concentração de hemoglobina corpuscular média (CHCM) baixa (hipocromia), ferritina sérica diminuída (indicando baixas reservas de ferro) e reticulócitos diminuídos ou normais.
A hipermenorreia, ou sangramento menstrual excessivo, leva à perda crônica de ferro. Se a ingestão dietética ou a absorção de ferro não forem suficientes para repor essa perda, as reservas de ferro do corpo se esgotam, resultando em anemia ferropriva.
A ferritina é o principal marcador das reservas de ferro do corpo. Níveis baixos de ferritina são altamente sugestivos de deficiência de ferro, mesmo antes que a anemia microcítica se manifeste completamente. É um indicador mais sensível do que o ferro sérico ou a saturação de transferrina.
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