HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2024
Paciente de 55 anos, masculino, assintomático, procura consulta médica para “Check UP”. Seu hemograma revela: Hemoglobina de 9,8g/dL, Hematrocrito de 29%, Volume Corpuscular Médio de 72fL, Hemoglobina Corpuscular Média de 21pg. Perfil de ferro revela ferro sérico baixo com ferritina de 3ng/mL Concentração de Hemoglobina Corpuscular Média de 28g/dL, RDW de 22%. Ao ser questionado sobre os hábitos alimentares o paciente informa que tem irregular e rica em carboidratos. Qual seria abordagem mais adequada?
Anemia microcítica hipocrômica + Ferritina MUITO baixa + RDW alto em adulto → Anemia ferropriva, investigar sangramento (TGI).
A presença de anemia microcítica e hipocrômica, associada a ferritina sérica extremamente baixa e RDW elevado, é altamente sugestiva de anemia ferropriva. Em homens adultos, mesmo com hábitos alimentares inadequados, a causa mais comum é a perda crônica de sangue, sendo imperativa a investigação de sangramentos, principalmente do trato gastrointestinal.
A anemia ferropriva é a deficiência nutricional mais comum no mundo, caracterizada pela diminuição dos estoques de ferro no organismo, resultando em produção insuficiente de hemoglobina e eritrócitos. Em adultos, especialmente homens e mulheres pós-menopausa, a anemia ferropriva é um sinal de alerta e raramente se deve apenas à baixa ingestão dietética. É imperativo investigar a causa subjacente, sendo a perda crônica de sangue a etiologia mais frequente. O diagnóstico laboratorial da anemia ferropriva é baseado em um hemograma que revela anemia microcítica (VCM baixo) e hipocrômica (HCM e CHCM baixos), acompanhado de um perfil de ferro que mostra ferro sérico baixo, capacidade total de ligação do ferro (TIBC) elevada e, crucialmente, ferritina sérica muito baixa. A ferritina é o principal marcador dos estoques de ferro e um valor abaixo de 15-30 ng/mL é diagnóstico de deficiência. Um RDW elevado (anisocitose) também é um achado comum. A abordagem terapêutica inclui a reposição oral de ferro, que deve ser mantida por vários meses para reabastecer os estoques. No entanto, o tratamento mais importante é a identificação e correção da causa da perda de ferro. Em homens adultos, a investigação deve focar no trato gastrointestinal, com endoscopia digestiva alta e colonoscopia, para descartar condições como úlceras, angiodisplasias, pólipos ou neoplasias colorretais. A falha em investigar a causa pode levar à recorrência da anemia e ao atraso no diagnóstico de doenças graves.
Os principais parâmetros incluem hemoglobina e hematócrito baixos, VCM e HCM reduzidos (anemia microcítica e hipocrômica), ferritina sérica muito baixa (principal marcador de estoque de ferro) e RDW elevado, indicando anisocitose.
Em homens adultos e mulheres pós-menopausa, a anemia ferropriva raramente é causada apenas por dieta inadequada. A perda crônica de sangue, frequentemente do trato gastrointestinal (por úlceras, pólipos, câncer colorretal), é a causa mais comum e deve ser ativamente investigada para identificar e tratar a fonte.
A abordagem inicial envolve a reposição oral de ferro, geralmente com sulfato ferroso, e a identificação e tratamento da causa subjacente da deficiência de ferro, como a investigação de sangramentos. A melhora dos hábitos nutricionais também é importante, mas não substitui a reposição e a investigação.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo