Anemia Ferropriva: Diagnóstico e Manifestações Clínicas

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Uma paciente de 34 anos, nulípara, procura atendimento médico queixando-se de fadiga progressiva, sonolência diurna e queda de cabelo acentuada nos últimos seis meses. Relata que seus ciclos menstruais tornaram-se mais longos e com fluxo mais intenso após a interrupção do uso de anticoncepcional oral há um ano. Ao exame físico, apresenta-se descorada (2+/4+), com queilite angular e unhas quebradiças, sem outras anormalidades. Analise os resultados dos exames laboratoriais apresentados na imagem e assinale a alternativa que indica a hipótese diagnóstica mais provável.

Alternativas

  1. A) Anemia por deficiência de vitamina B12
  2. B) Beta-talassemia minor
  3. C) Anemia de doença crônica
  4. D) Anemia ferropriva

Pérola Clínica

Menorragia + Queilite angular + Unhas quebradiças → Anemia Ferropriva.

Resumo-Chave

A perda sanguínea crônica por fluxo menstrual intenso é a principal causa de anemia ferropriva em mulheres em idade fértil, manifestando-se com sinais de carência de ferro tecidual.

Contexto Educacional

A anemia ferropriva é a carência nutricional mais comum no mundo. Em mulheres em idade fértil, a causa predominante é a perda sanguínea menstrual excessiva. A fisiopatologia envolve três estágios: depleção de estoques (ferritina baixa), eritropoiese ferropriva (ferro sérico baixo) e, finalmente, a anemia instalada com alterações morfológicas nas hemácias. Os sinais físicos como unhas em colher (coiloníquia) e queilite angular são marcadores de deficiência tecidual crônica de ferro, afetando enzimas que dependem desse metal.

Perguntas Frequentes

Quais os principais achados laboratoriais na anemia ferropriva?

O padrão ouro laboratorial inicial é a ferritina baixa, que reflete a depleção dos estoques de ferro. Além disso, observa-se anemia microcítica e hipocrômica (VCM e HCM reduzidos), aumento da Capacidade Total de Ligação do Ferro (TIBC) e redução da saturação de transferrina. O RDW costuma estar elevado, indicando anisocitose, o que ajuda a diferenciar de outras anemias microcíticas onde o RDW pode ser normal.

Como diferenciar anemia ferropriva de beta-talassemia minor?

Na anemia ferropriva, o RDW é elevado e a contagem de hemácias costuma estar reduzida. Na beta-talassemia minor, o VCM é muito baixo (microcitose acentuada), mas o RDW é geralmente normal e a contagem de hemácias é paradoxalmente alta (poliglobulia microcítica). O perfil de ferro na talassemia é normal ou apresenta ferro sérico elevado, ao contrário da ferropenia.

Qual a conduta inicial no tratamento da anemia ferropriva?

A base do tratamento é a reposição de ferro elementar (geralmente via oral, 60-200mg/dia de ferro elementar) e, crucialmente, a identificação e tratamento da causa base da perda de ferro. Em mulheres jovens, a investigação ginecológica para tratar a menorragia é essencial para evitar a recidiva do quadro anêmico após a suspensão da suplementação.

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