SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2025
A anemia ferropriva e a anemia megaloblástica são classificadas do ponto de vista morfológico em, respectivamente:
Ferropriva = Microcítica (VCM↓) | Megaloblástica = Macrocítica (VCM↑).
A classificação morfológica baseia-se no Volume Corpuscular Médio (VCM). Defeitos na síntese de hemoglobina geram microcitose; defeitos na síntese de DNA (B12/Folato) geram macrocitose.
A abordagem inicial de qualquer anemia deve começar pela análise dos índices hematimétricos, especialmente o VCM (Volume Corpuscular Médio). A anemia ferropriva é a causa mais comum de anemia microcítica e hipocrômica no mundo, geralmente secundária a perdas crônicas de sangue ou baixa ingestão. Já a anemia megaloblástica faz parte do grupo das anemias macrocíticas e é causada por distúrbios na síntese de DNA. É fundamental diferenciar a macrocitose megaloblástica (por B12/Folato) da não-megaloblástica (comum no etilismo crônico, hepatopatias e hipotireoidismo), pois o tratamento e a investigação etiológica são distintos.
A falta de ferro impede a síntese adequada de heme, componente essencial da hemoglobina. Como há menos hemoglobina para preencher a célula, as divisões celulares continuam na tentativa de manter a concentração de hemoglobina, resultando em hemácias menores (VCM reduzido).
A deficiência de vitamina B12 ou ácido fólico prejudica a síntese de DNA. Enquanto o núcleo demora a maturar e se dividir, o citoplasma continua crescendo. Isso resulta em células grandes (macrocitose) e núcleos imaturos (assincronia núcleo-citoplasmática), caracterizando a hematopoiese megaloblástica.
Além do VCM elevado, observa-se frequentemente neutrófilos hipersegmentados (pleocariócitos) no sangue periférico, aumento de LDH e bilirrubina indireta (devido à eritropoiese ineficaz/hemólise intramedular) e, em casos graves, pancitopenia.
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