UFAM/HUGV - Hospital Universitário Getúlio Vargas - Manaus (AM) — Prova 2015
Qual das doenças hematológicas é a mais comum na infância, acometendo 30% da população global, sendo que a maioria dos indivíduos afetados vive em países em desenvolvimento?
Anemia ferropriva = Anemia mais comum na infância e globalmente, especialmente em países em desenvolvimento.
A anemia ferropriva é a deficiência nutricional mais prevalente no mundo, afetando principalmente crianças e mulheres em idade fértil, com maior incidência em países em desenvolvimento. É causada pela ingestão insuficiente de ferro, má absorção ou perdas sanguíneas, e tem impactos significativos no desenvolvimento cognitivo e físico.
A anemia ferropriva é a doença hematológica mais comum na infância e a deficiência nutricional mais prevalente globalmente, afetando cerca de 30% da população mundial, com maior impacto em países em desenvolvimento. Sua alta prevalência se deve a fatores como ingestão inadequada de ferro, aumento das necessidades durante períodos de crescimento rápido, perdas sanguíneas e má absorção. É uma condição de grande importância clínica devido aos seus efeitos deletérios no desenvolvimento cognitivo, motor e imunológico das crianças. A fisiopatologia da anemia ferropriva decorre da insuficiência de ferro para a síntese de hemoglobina, resultando em eritrócitos menores e com menor conteúdo de hemoglobina (anemia microcítica e hipocrômica). Os sintomas incluem palidez, fadiga, irritabilidade, dificuldade de concentração e, em casos graves, pica e atraso no desenvolvimento. O diagnóstico é laboratorial, com hemograma, ferritina sérica, saturação de transferrina e capacidade total de ligação do ferro. O tratamento envolve a suplementação oral de ferro, geralmente com sulfato ferroso, em doses adequadas e por tempo suficiente para corrigir a anemia e repor os estoques. A educação nutricional e a fortificação de alimentos são estratégias importantes de prevenção em saúde pública. A identificação e tratamento precoces são cruciais para minimizar os impactos a longo prazo no desenvolvimento infantil.
As principais causas incluem ingestão inadequada de ferro (especialmente em lactentes com dieta exclusivamente láctea ou introdução tardia de alimentos sólidos), perdas sanguíneas crônicas (ex: parasitoses intestinais) e má absorção de ferro.
O diagnóstico é feito pela história clínica e exames laboratoriais, incluindo hemograma completo (anemia microcítica e hipocrômica), ferritina sérica (baixa), saturação de transferrina (baixa) e capacidade total de ligação do ferro (alta).
O tratamento consiste na suplementação oral de ferro, geralmente sulfato ferroso, por um período prolongado (3-6 meses) para repor os estoques. É fundamental também investigar e tratar a causa subjacente da deficiência de ferro.
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