Anemia Ferropriva em Lactentes: Diagnóstico Laboratorial Completo

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2022

Enunciado

Lactente com 18 meses de idade apresenta palidez, falta de apetite e dificuldade de ganhar peso. Além da observação, no hemograma, da dosagem de hemoglobina, que outros parâmetros, com seus respectivos resultados, confirmarão uma anemia carencial de ferro?

Alternativas

  1. A) Morfologia das hemácias: normocítica e normocrômica, ferritina baixa, ferro sérico normal, capacidade de ligação do ferro baixa, saturação de transferrina normal.
  2. B) Morfologia das hemácias: microcítica e hipocrômica, ferritina baixa, ferro sérico baixo, capacidade de ligação do ferro elevada, saturação de transferrina baixa.
  3. C) Morfologia das hemácias: microcítica e hipocrômica, ferritina normal, ferro sérico baixo, capacidade de ligação do ferro baixa, saturação de transferrina normal.
  4. D) Morfologia das hemácias: normocítica e normocrômica, ferritina baixa, ferro sérico baixo, capacidade de ligação do ferro elevada, saturação de transferrina baixa.
  5. E) Morfologia das hemácias: microcítica e hipocrômica, ferritina baixa, ferro sérico baixo, capacidade de ligação do ferro baixa, saturação de transferrina baixa.

Pérola Clínica

Anemia ferropriva = microcítica hipocrômica, ferritina ↓, ferro sérico ↓, CTFL ↑, saturação transferrina ↓.

Resumo-Chave

A anemia ferropriva é a deficiência nutricional mais comum em crianças, caracterizada por hemácias microcíticas e hipocrômicas. Os exames laboratoriais confirmam a deficiência de ferro, com ferritina e ferro sérico baixos, e uma capacidade de ligação do ferro elevada, refletindo a tentativa do organismo de captar mais ferro.

Contexto Educacional

A anemia ferropriva é a deficiência nutricional mais comum em crianças, especialmente em lactentes, com grande impacto no desenvolvimento neuropsicomotor. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar sequelas. A suspeita clínica surge com sintomas como palidez, falta de apetite e dificuldade de ganho ponderal. O hemograma revela anemia microcítica e hipocrômica (VCM e HCM baixos). Para confirmar a etiologia carencial de ferro, são necessários exames complementares: a ferritina sérica, que reflete os estoques de ferro, estará baixa; o ferro sérico também estará diminuído. Em contraste, a capacidade total de ligação do ferro (CTFL) estará elevada, pois o organismo tenta compensar a deficiência aumentando a produção de transferrina para captar mais ferro. Consequentemente, a saturação de transferrina (ferro sérico/CTFL) estará baixa. O tratamento consiste na suplementação de ferro e na correção da dieta. É crucial diferenciar a anemia ferropriva de outras anemias microcíticas, como a anemia de doença crônica ou talassemias, pois o manejo é distinto. A compreensão desses parâmetros laboratoriais é essencial para o diagnóstico e tratamento adequados na prática pediátrica.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais achados laboratoriais da anemia ferropriva?

A anemia ferropriva clássica apresenta hemácias microcíticas e hipocrômicas, ferritina sérica baixa, ferro sérico baixo, capacidade total de ligação do ferro (CTFL) elevada e saturação de transferrina baixa.

Por que a ferritina é um bom indicador de reserva de ferro?

A ferritina é a principal proteína de armazenamento de ferro no corpo e seus níveis séricos refletem diretamente os estoques de ferro. É o primeiro parâmetro a diminuir na deficiência de ferro, tornando-a um indicador sensível.

Qual a importância da saturação de transferrina no diagnóstico?

A saturação de transferrina indica a porcentagem de transferrina (proteína transportadora de ferro) que está ligada ao ferro. Valores baixos (<16%) são altamente sugestivos de deficiência de ferro, pois há pouco ferro disponível para ser transportado.

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