HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2022
Lactente com 18 meses de idade apresenta palidez, falta de apetite e dificuldade de ganhar peso. Além da observação, no hemograma, da dosagem de hemoglobina, que outros parâmetros, com seus respectivos resultados, confirmarão uma anemia carencial de ferro?
Anemia ferropriva = microcítica hipocrômica, ferritina ↓, ferro sérico ↓, CTFL ↑, saturação transferrina ↓.
A anemia ferropriva é a deficiência nutricional mais comum em crianças, caracterizada por hemácias microcíticas e hipocrômicas. Os exames laboratoriais confirmam a deficiência de ferro, com ferritina e ferro sérico baixos, e uma capacidade de ligação do ferro elevada, refletindo a tentativa do organismo de captar mais ferro.
A anemia ferropriva é a deficiência nutricional mais comum em crianças, especialmente em lactentes, com grande impacto no desenvolvimento neuropsicomotor. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar sequelas. A suspeita clínica surge com sintomas como palidez, falta de apetite e dificuldade de ganho ponderal. O hemograma revela anemia microcítica e hipocrômica (VCM e HCM baixos). Para confirmar a etiologia carencial de ferro, são necessários exames complementares: a ferritina sérica, que reflete os estoques de ferro, estará baixa; o ferro sérico também estará diminuído. Em contraste, a capacidade total de ligação do ferro (CTFL) estará elevada, pois o organismo tenta compensar a deficiência aumentando a produção de transferrina para captar mais ferro. Consequentemente, a saturação de transferrina (ferro sérico/CTFL) estará baixa. O tratamento consiste na suplementação de ferro e na correção da dieta. É crucial diferenciar a anemia ferropriva de outras anemias microcíticas, como a anemia de doença crônica ou talassemias, pois o manejo é distinto. A compreensão desses parâmetros laboratoriais é essencial para o diagnóstico e tratamento adequados na prática pediátrica.
A anemia ferropriva clássica apresenta hemácias microcíticas e hipocrômicas, ferritina sérica baixa, ferro sérico baixo, capacidade total de ligação do ferro (CTFL) elevada e saturação de transferrina baixa.
A ferritina é a principal proteína de armazenamento de ferro no corpo e seus níveis séricos refletem diretamente os estoques de ferro. É o primeiro parâmetro a diminuir na deficiência de ferro, tornando-a um indicador sensível.
A saturação de transferrina indica a porcentagem de transferrina (proteína transportadora de ferro) que está ligada ao ferro. Valores baixos (<16%) são altamente sugestivos de deficiência de ferro, pois há pouco ferro disponível para ser transportado.
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