PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2020
Maria Eduarda, 25 anos, sem comorbidades, procura consulta médica por apresentar quadro de astenia e palidez com evolução há alguns meses. Possui um hábito alimentar irregular, com dieta rica em carboidratos e produtos industrializados. Refere que possui ciclos menstruais regulares e nega sangramentos excessivos. Seu hemograma revela uma Hemoglobina de 8,1g/dl, VG de 25%, VCM de 70fL, HCM de 22,6pg, CHCM de 31,9g/dl e RDW de 15,5% Ferritina de 8ng/ml. O diagnóstico mais provável e a melhor terapia inicial para essa paciente é, respectivamente,
Anemia microcítica hipocrômica + Ferritina ↓ → Anemia ferropriva = Ferro oral 1ª linha.
A anemia ferropriva é a causa mais comum de anemia microcítica e hipocrômica. O diagnóstico é confirmado por níveis baixos de ferritina. A reposição de ferro oral é a terapia inicial de escolha, sendo eficaz e segura para a maioria dos pacientes.
A anemia ferropriva é a deficiência nutricional mais comum no mundo, afetando principalmente mulheres em idade fértil e crianças. É caracterizada pela diminuição da hemoglobina devido à insuficiência de ferro para a eritropoiese, resultando em sintomas como astenia, palidez, dispneia e, em casos graves, pica ou coiloníquia. Compreender seu diagnóstico e tratamento é fundamental para a prática clínica. O diagnóstico baseia-se na história clínica, exame físico e exames laboratoriais. O hemograma revela anemia microcítica (VCM < 80 fL) e hipocrômica (HCM < 27 pg, CHCM < 32 g/dL), com RDW geralmente elevado. A ferritina sérica é o melhor indicador dos estoques de ferro, estando tipicamente abaixo de 30 ng/mL na deficiência. Outros exames incluem saturação de transferrina e capacidade total de ligação do ferro (TIBC). A terapia inicial para a maioria dos pacientes é a reposição de ferro oral, com sulfato ferroso sendo a opção mais comum e custo-efetiva. É crucial orientar o paciente sobre a importância da adesão ao tratamento e possíveis efeitos colaterais gastrointestinais, que podem ser minimizados com a ingestão junto às refeições ou em dias alternados. A resposta ao tratamento é monitorada pelo aumento da hemoglobina e, posteriormente, pela normalização da ferritina. A investigação da causa da deficiência de ferro, especialmente em homens e mulheres pós-menopausa, é imperativa para evitar recorrências.
No hemograma, a anemia ferropriva tipicamente apresenta VCM e HCM reduzidos (anemia microcítica e hipocrômica). A ferritina sérica, que reflete os estoques de ferro, estará diminuída, sendo o marcador mais específico para o diagnóstico de deficiência de ferro.
A terapia inicial de escolha é a reposição de ferro oral, geralmente na forma de sulfato ferroso, por um período de 3 a 6 meses após a normalização da hemoglobina, para reabastecer os estoques de ferro. A dose e a frequência devem ser ajustadas para minimizar efeitos gastrointestinais.
A reposição de ferro parenteral é indicada em casos de intolerância ou má absorção do ferro oral, doença inflamatória intestinal ativa, necessidade de correção rápida da anemia (ex: pré-operatório), ou em pacientes com doença renal crônica em diálise.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo