UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2020
Sobre o diagnóstico das anemias carenciais, está CORRETA a alternativa:
Anemia ferropriva: hipocrômica, microcítica, reticulócitos ↓.
A anemia ferropriva, a mais comum das anemias carenciais, é caracteristicamente hipocrômica (hemácias pálidas) e microcítica (hemácias pequenas) devido à deficiência de ferro, essencial para a síntese de hemoglobina, e apresenta uma contagem de reticulócitos diminuída, refletindo a baixa produção de novas hemácias pela medula óssea.
A anemia ferropriva é a deficiência nutricional mais prevalente globalmente, sendo a causa mais comum de anemia. Ela resulta da carência de ferro, um elemento crucial para a síntese da hemoglobina, que transporta oxigênio no sangue. O diagnóstico preciso é fundamental para o manejo adequado e para a identificação da causa subjacente. No hemograma, a anemia ferropriva é classicamente caracterizada por ser hipocrômica (hemácias com coloração pálida, refletida por um baixo CHCM e HCM) e microcítica (hemácias menores que o normal, com VCM abaixo de 80 fL). Um achado laboratorial importante é a contagem de reticulócitos, que na anemia ferropriva não tratada, está diminuída ou normal baixa, indicando que a medula óssea não consegue produzir novas hemácias de forma eficaz devido à falta de matéria-prima. Para confirmar o diagnóstico, outros exames do metabolismo do ferro são essenciais, como a ferritina sérica (que estará baixa, refletindo a depleção dos estoques de ferro), o ferro sérico (baixo), a capacidade total de ligação do ferro (TIBC) (geralmente elevada) e a saturação da transferrina (baixa). O tratamento envolve a reposição de ferro e a investigação da etiologia da deficiência.
A deficiência de ferro impede a síntese adequada de hemoglobina. Sem hemoglobina suficiente, as hemácias são produzidas menores (microcíticas) e mais pálidas (hipocrômicas) do que o normal.
A contagem de reticulócitos, que são hemácias jovens, reflete a atividade da medula óssea. Na anemia ferropriva não tratada, a medula não consegue produzir hemácias eficientemente devido à falta de ferro, resultando em reticulócitos diminuídos.
Além do hemograma completo, a confirmação envolve a avaliação do metabolismo do ferro: ferritina sérica (diminuída), ferro sérico (diminuído), capacidade total de ligação do ferro (TIBC) (aumentada) e saturação da transferrina (diminuída).
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo