IOVALE - Instituto de Olhos do Vale (SP) — Prova 2022
Lactente de 15 meses apresenta palidez das palmas das mãos que motivou a solicitação de hemograma, cujo resultado revelou Hgb = 7,5 g/dL, VCM = 68 μ3, RDW = 18% e reticulócitos corrigidos = 0,9%. São achados esperados para o caso em questão
Anemia ferropriva (lactente): Hgb ↓, VCM ↓, RDW ↑, reticulócitos corrigidos ↓, Ferritina ↓ (<10), Sat. Transferrina ↓ (<12), HCM ↓, anisocitose.
O diagnóstico de anemia ferropriva em lactentes é caracterizado por anemia microcítica e hipocrômica (VCM e HCM diminuídos), com RDW aumentado e reticulócitos corrigidos baixos. Os marcadores de ferro mostram ferritina sérica muito baixa (<10 µg/L) e saturação de transferrina também diminuída (<12%).
A anemia ferropriva é a deficiência nutricional mais comum em crianças, especialmente em lactentes, e representa um sério problema de saúde pública. A palidez, como a apresentada no caso, é um sinal clínico frequente. A importância do diagnóstico precoce e tratamento reside na prevenção de impactos negativos no desenvolvimento neuropsicomotor e cognitivo da criança. O diagnóstico da anemia ferropriva é primariamente laboratorial. O hemograma revela uma anemia microcítica e hipocrômica, caracterizada por hemoglobina (Hgb) e hematócrito (Ht) diminuídos, VCM (volume corpuscular médio) e HCM (hemoglobina corpuscular média) reduzidos. O RDW (amplitude de distribuição dos glóbulos vermelhos) geralmente está aumentado, refletindo a heterogeneidade no tamanho das hemácias (anisocitose). Os reticulócitos corrigidos, que indicam a capacidade da medula óssea de produzir novas células, estarão baixos ou normais, mas não elevados, pois a medula não tem matéria-prima (ferro) para produzir hemácias eficazmente. A confirmação da deficiência de ferro é feita pela dosagem de ferritina sérica (estoques de ferro, geralmente <10-15 µg/L) e saturação da transferrina (disponibilidade de ferro para eritropoiese, geralmente <12-16%). O tratamento consiste na suplementação de ferro oral, com acompanhamento laboratorial para verificar a resposta. O prognóstico é excelente com tratamento adequado, mas a prevenção, através de dieta rica em ferro e suplementação profilática em grupos de risco, é a melhor abordagem. Residentes de Pediatria devem estar aptos a identificar e manejar a anemia ferropriva, considerando a alta prevalência e as consequências a longo prazo.
No hemograma, espera-se encontrar hemoglobina diminuída, VCM (volume corpuscular médio) e HCM (hemoglobina corpuscular média) diminuídos (anemia microcítica e hipocrômica), e RDW (amplitude de distribuição dos glóbulos vermelhos) aumentado, indicando anisocitose.
A ferritina sérica é o melhor indicador dos estoques de ferro e estará diminuída (geralmente <10-15 µg/L). A saturação da transferrina também estará baixa (tipicamente <12-16%), refletindo a baixa disponibilidade de ferro para a eritropoiese.
Os reticulócitos corrigidos são baixos porque a medula óssea não consegue produzir adequadamente novos glóbulos vermelhos devido à deficiência de ferro, que é essencial para a síntese de hemoglobina, indicando uma eritropoiese ineficaz.
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