Claretiano - Centro Universitário de Rio Claro (SP) — Prova 2023
Homem de 60 anos está em acompanhamento para quadro de fadiga, fraqueza e intolerância ao exercício. A avaliação laboratorial revela: hemoglobina: 9,1 g/dL (VCM: 74 fL); ferritina: 5 ng/mL (normal: 20-150); ferro sérico: 36 mcg/dL (normal: 65-175) e capacidade total de ligação de ferro: 626 mcg/dL (normal: 70-240). A etiologia de maior probabilidade nesse paciente é
Hb ↓, VCM ↓, Ferritina ↓, Ferro sérico ↓, CTLF ↑ → Padrão clássico de anemia ferropriva por perda de sangue.
Os achados laboratoriais de hemoglobina baixa, VCM baixo (microcitose), ferritina muito baixa, ferro sérico baixo e capacidade total de ligação de ferro (CTLF) elevada são o padrão-ouro para o diagnóstico de anemia ferropriva. Em um homem de 60 anos, a causa mais provável para esse perfil é a perda crônica de sangue, geralmente do trato gastrointestinal.
A anemia ferropriva é a deficiência nutricional mais comum no mundo e a principal causa de anemia. Ela resulta da inadequação de ferro para a síntese de hemoglobina, levando à produção de eritrócitos menores e com menos hemoglobina (anemia microcítica e hipocrômica). Em homens adultos e mulheres pós-menopausa, a perda crônica de sangue é a causa mais comum, sendo o trato gastrointestinal o principal sítio de sangramento. O diagnóstico laboratorial da anemia ferropriva é caracterizado por um hemograma que revela hemoglobina baixa, volume corpuscular médio (VCM) reduzido (microcitose) e hemoglobina corpuscular média (HCM) reduzida (hipocromia). Os exames de metabolismo do ferro mostram ferro sérico baixo, ferritina sérica muito baixa (refletindo os estoques de ferro esgotados) e uma capacidade total de ligação de ferro (CTLF) elevada, indicando que há muitos 'lugares vazios' na transferrina para se ligar ao ferro. No caso apresentado, o perfil laboratorial (Hb 9,1 g/dL, VCM 74 fL, ferritina 5 ng/mL, ferro sérico 36 mcg/dL, CTLF 626 mcg/dL) é clássico de anemia ferropriva grave. Em um homem de 60 anos, a etiologia de maior probabilidade para esse quadro é a perda crônica de sangue, que deve ser investigada ativamente, principalmente no trato gastrointestinal, para descartar condições como neoplasias, úlceras ou outras fontes de sangramento oculto.
Na anemia ferropriva, a ferritina é baixa e a CTLF é alta. Na anemia de doença crônica, a ferritina é normal ou elevada (por ser um reagente de fase aguda), e a CTLF é normal ou baixa. O ferro sérico é baixo em ambas, mas o VCM tende a ser microcítico na ferropriva e normocítico na doença crônica.
As principais causas de perda de sangue que levam à anemia ferropriva incluem sangramento gastrointestinal (úlceras, gastrite, diverticulose, angiodisplasias, neoplasias), sangramento ginecológico (menorragia, miomas) e, menos comum, sangramento urinário ou perdas por parasitoses.
A CTLF mede a capacidade da transferrina de se ligar ao ferro. Na deficiência de ferro, o organismo tenta compensar aumentando a produção de transferrina para captar mais ferro disponível, resultando em uma maior capacidade de ligação e, consequentemente, uma CTLF elevada.
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